Francia Marquez classificou o encontro com Lula como “fraterno e construtivo”. Foto: Divulgação/Twitter Francia Marquez

Por Mauro Utida

Com uma agenda pelo Brasil, a vice-presidente eleita da Colômbia, Francia Márquez, esteve com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (26), em encontro realizado na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo.

A líder ambientalista da Colômbia também visitará o Rio de Janeiro, mas não tem agenda diplomática com Bolsonaro, que sequer parabenizou Gustavo Petro pela vitória nas eleições da Colômbia em junho. Ao contrário, Bolsonaro criticou sua chegada ao poder como um sinal da “ameaça do retorno do comunismo”.

O fracasso diplomático de Bolsonaro se repetiu no início do mês, quando o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve no Brasil e se reuniu com o ex-presidente Lula.

Combate à fome, racismo e a paz

Segundo o Partido dos Trabalhadores (PT), a agenda de Márquez em São Paulo incluiu encontros com ex-ministros para “conhecer os programas de inclusão social implementados pelos governos” executados pelo governo do PT entre 2003 e 2016. Ela também reuniu-se com representantes do movimento negro brasileiro.

“Márquez mostrou especial interesse por políticas afirmativas, por programas de transferência de recursos e combate à violência contra crianças e proteção à mulher”, acrescentou o PT.

Pelo Twitter, Lula informou que conversaram “sobre a América do Sul e a luta contra a fome e o racismo em nossos países”, escreveu o ex-presidente em mensagem que acompanhou uma foto de ambos com o punho esquerdo levantado. Lula também desejou “boa sorte” ao novo governo colombiano, liderado por Gustavo Petro.


Petro tomará posse em 7 de agosto como o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, a quarta maior economia latino-americana e que vive um conflito armado de quase seis décadas, diminuído após a assinatura do acordo de paz com o ex-guerrilheiro das FARC em 2016.

Márquez, a primeira vice-presidenta negra eleita da Colômbia, garantiu que o encontro com Lula foi “fraterno e construtivo”. “Ele expressou seu amor pela Colômbia e seu desejo de nos apoiar para alcançar a paz e o bem-estar do povo colombiano”, escreveu ela no Twitter.


“Queremos estabelecer um diálogo fraterno com lideranças políticas e sociais sobre questões de paz, igualdade, mudanças climáticas e justiça racial na região”, acrescentou a vice-presidenta eleita.

Se Lula vencer as eleições, o Brasil se juntará à nova onda de governos de esquerda na América Latina, incluindo os da Argentina, Chile, México e Bolívia.

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