Márcio Santilli

Bolsonaro fora do mundo

O chefe já disse: “O Brasil vai ter que se virar”. Como? Com cloroquina e isolamento total!

Eclipse presidencial

Desde que tiraram o bode da sala, paira uma estranha sensação de que ficamos congelados dentro de uma panela de pressão. É como se 2020 tivesse acabado, de repente...

A síndrome do genocídio

A palavra “genocídio” tem sido pronunciada com frequência nesses dias. O pano de fundo é a pandemia do covid-19. Mas seria vã a sua atribuição a um vírus, supostamente desprovido de intenção. Então, a palavra tem sido associada à omissão deliberada ou à inépcia do governo, ou do presidente, no combate à sua disseminação.

Mourão blefa sobre desmatamento na Amazônia

“Só no ano que vem, quando vai passar o satélite de novo, vamos poder comprovar que nossos esforços para reduzir o desmatamento na Amazônia surtiram efeito. Até lá, é conversa de bêbado: eles dizendo uma coisas e nós argumentando outras”. Essa frase foi pronunciada pelo general Hamilton Mourão, vice-presidente da República.

Sociedade civil se levanta contra Bolsonaro mesmo sob isolamento e penúria

Chegamos ao final do quarto mês da pandemia no Brasil próximos de 2 milhões de infectados e de 70 mil mortos. O semi-isolamento, boicotado pelo presidente Bolsonaro e pela pressão do comércio, consegue protelar a quebra total do sistema de saúde, mas não consegue evitar o prolongamento da crise sanitária.

Bolsonaro decide cooptar a base social do Lula para sobreviver ao impeachment

O presidente Bolsonaro é uma espécie de espelho invertido do ex-presidente Lula. Ambos preferem reduzir a política a uma disputa bipolar para que possam continuar reinando, cada qual no seu espaço de poder ou de influência. Ambos têm em comum a simpatia de 30% e a rejeição de 50% da população.

Ratos ficam nus e podem detonar Bolsonaro

Um rato fugiu do ministério! Muitos ministros foram exonerados nesses quinze meses de governo, mas Abraham Weintraub teve que fugir para os Estados Unidos para ser demitido só após a sua chegada.

O dia seguinte do golpe

Não sei onde estava o general Fernando em 1 de abril de 1964, mas os tempos eram outros. A crise de então se aprofundava desde o auto-golpe tentado por Jânio Quadros e que o levou à renúncia em agosto de 61. João Goulart era o vice eleito por outra chapa, o que era possível pela legislação eleitoral vigente, e não tinha maioria no Congresso.

O mito se desmancha

Foi divulgada, na semana passada, mais uma rodada da pesquisa de opinião pública realizada pela XP/IPESPE sobre a avaliação do governo pelos brasileiros. 50% dos entrevistados o consideram ruim ou péssimo e 25% como bom ou ótimo. 22% o vêem como regular. É o pior resultado para o governo desde a posse de Jair Bolsonaro como presidente.

Podre poder

Já se sabia das pautas tratadas na reunião ministerial de 22 de abril, mas são politicamente devastadoras as imagens gravadas e agora liberadas ao público, quase na íntegra, pelo ministro Celso de Melo, relator do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF).