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A chegada das esquerdas ao poder em 2002, foi importante em vários sentidos. Um dos mais importantes foi a educação, e um dos grandes protagonistas das conquistas desse período foi Fernando Haddad.

Com Haddad a frente do Ministério da Educação, houve universalização do ensino básico e salto de um percentual irrelevante de jovens matriculados no ensino superior para uma porcentagem muito maior, que começou a incluir pobres, negros, indígenas e moradores das favelas e das periferias. Programas como REUNI, que ampliou muio a oferta de vaga em universidades públicas, o FIES e o PROUNI, que ampliaram a oferta de vagas nas universidades particulares, foram importantíssimos para dar a oportunidade a milhares de jovens de obter pela primeira vez em suas famílias um diploma.

A unificação dos vestibulares em torno do ENEM significou não só uma simplificação do acesso como também uma democratização, a medida que barateou os antigos custos elevados com várias provas diferentes e viagens.

O sistema de cotas, implementado progressivamente, para alunos pobres e oriundos de escolas públicas, com recortes de raça, para negros e indígenas, modificaram o perfil social das instituições de ensino e, ao fazê-lo, modificaram também as comunidades de onde saíram estes alunos. Modificaram a relação de todo sistema de ensino com as comunidades dos alunos.

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Agora médicos negros atendem mais pacientes, antes um fato raríssimo. Filhos e filhas de empregadas domésticas, uma profissão que foi a de milhões de pessoas em gerações passadas, agora fazem cursos de arquitetura ou direto, antigamente associados exclusivamente às elites.

A transformação pela educação que experimentamos ainda reverbera e está na raiz de um nível maior de exigência com relação às políticas públicas.

É certo que também há resistência, aqueles que agora falam em falta de necessidade de diplomas e na necessidade de cortas disciplinas nas escolas, mas todos os sinais apontam para uma mudança irreversível, uma nova era de brasileiros mais críticos e socialmente responsáveis. O legado petista na educação será fato social para qualquer novo governo e é maior do que o próprio partido poderia controlar. E com Haddad na presidência, esse legado pode ser ampliado para novos avanços e desafios, por uma educação pública cada vez mais inclusiva, democrática e de qualidade!

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