Gabriel RG

Black face, white power

Este texto é para gente preta ou de quebrada convivendo em espaços de militância branca. Quem quiser pode ficar à vontade para discordar ou simplesmente ignorar esses breves parágrafos. Ele não nasce de nenhuma situação específica. Eu não me inspirei em você pra escrever, ok?

Agressão dos EUA contra Irã é o ápice da Guerra ao Terror

Difícil comensurar o quão perigoso e desestabilizador foi o assassinato de Qassem Soleimani por drones estadunidenses na última quinta-feira, 2. A execução teve todas as características de atentado terrorista. E cada vez que um Estado apela abertamente ao terror, quem ganha legitimidade é o terror, não o Estado.

O golpe contra Evo Morales e os riscos do personalismo

Por mais que a mídia imperialista manobre para descrever os acontecidos deste domingo sem falar em golpe nem revolução, a Bolívia sofreu um golpe de Estado. A direita não quis saber de dar uma segunda chance à democracia e forçou a resignação do presidente.

Libertação de Lula exige estratégia, não festa

Claro que temos que festejar que Lula, entre outros 5 mil inocentes, poderão em breve dormir em suas camas. Podemos e devemos comemorar que uma grande liderança popular poderá estar, ao menos parcialmente, ao lado dos seus. Mas não tem avanço político em si nessa libertação.

Coringa e a tripla denúncia do neoliberalismo (atenção, spoilers adiante!)

É em três camadas dessa distopia neoliberal que se passa “Coringa”, do diretor Todd Phillips. É neoliberal ao triplo: retrata a era de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, com a configuração socioeconômica que podemos imaginar para a próxima década, caso o trem siga descarrilado, e passa nas telas do mundo protofascista de 2019.

Nova guerra da Síria: o levante do patriarcado contra o feminismo

Do ponto de vista político-social, desenha-se a destruição misógina da autonomia feminina; institucionalmente, o assassinato de uma perspectiva alternativa de desenvolvimento, numa região para a qual o mundo só enxerga três possibilidades: ditaduras seculares, teocracias ou pseudodemocracias islamitas.

Impeachment de Trump: quando eles que são brancos não se entendem

Como bem escreveu o vencedor do Pullitzer Chris Hedges, um eventual impeachment de Donald Trump não muda grande coisa: não tira o dinheiro corporativo da política, não reverte a vigilância maciça da população pelo estado policial, não enfrenta a cultura de violência das instituições, não restaura a democracia.