Por Katiane Ribeiro

Com o início da Copa do Mundo 2022 neste domingo (20), em meio a tantas polêmicas e controvérsias sobre o país que sediará o torneio, iremos apresentar uma breve biografia de cada técnico das suas 32 seleções que almejam brilhar durante a copa.

O primeiro jogo começou neste domingo, dia 20 de novembro, com cerimônia de abertura iniciada às 12h (de Brasília) e a partida inaugural entre Qatar e Equador no Estádio Al Bayt, em Al Khor, no Catar.

Grupo A

(Felix-Sanchez Bas. Foto: Site Oficial do Barcelona)

QATAR: Félix Sánchez, espanhol, 46 anos, com 21 anos, já trabalhava nas divisões de base do Barcelona. Partiu para o Qatar em 2006, chegando na Academia Aspire de formação de talentos, para depois passar à federação e assumir a seleção, em julho de 2017.

Foto: Federação Equatoriana de Futebol

EQUADOR: Gustavo Alfaro, argentino, 60 anos, na curta trajetória de quatro anos como jogador profissional, foi meia que chegou a atuar no Atlético Rafaela, na segunda divisão argentina. É técnico desde 1992, e assumiu a seleção equatoriana após deixar o Boca Juniors.

Foto: Alex Grimm/Getty Images

HOLANDA: Louis van Gaal, holandês, 71 anos, foi um discreto meia que, sem espaço no Ajax de Cruyff e Neeskens, partiu para a Bélgica e depois viveu melhor fase no Sparta Roterdam. Se aposentou com 35 anos e ganhou chance como auxiliar no Ajax, onde se consolidou como técnico. Está na terceira passagem pela seleção da Holanda e vai para sua segunda Copa.

Foto: AFP

SENEGAL: Aliou Cissé, senegalês, 46 anos, como meia, fez parte da surpreendente seleção que bateu a França na abertura do Mundial de 2002. Vai para a segunda Copa como técnico, depois de ficar na primeira fase com os senegaleses, que receberam o prêmio Fair Play da competição. Foto: AFP

Grupo B

Foto: Frank Augstein – Pool/Getty Images

INGLATERRA: Gareth Southgate, inglês, 52 anos, histórico zagueiro da seleção inglesa, disputou as Copas de 1998 e 2002 e vai para o segundo Mundial como técnico, após ter levado à Inglaterra ao quarto lugar na Rússia, quatro anos atrás.

Foto: Mohammad Karamali/DeFodi/Getty Images

IRÃ: Carlos Queiroz, português, 69 anos, por seis anos, quando jovem, foi goleiro da Ferroviária de Nampula, de Moçambique, mas encerrou a carreira aos 22, quando se mudou para Portugal. Vai para a segunda Copa com o Irã, depois da edição de 2018, na Rússia.

Foto: RFBMarques

ESTADOS UNIDOS: Gregg Berhalter, norte americano, 49 anos, zagueiro que jogou 15 anos na Europa, disputou uma partida da Copa do Mundo de 2002 e foi convocado para a edição de 2006. Primeiro jogador do Crystal Palace a ser chamado para o torneio, vai estrear como técnico.

Foto: RFBMarques

PAÍS DE GALES: Rob Page, galês, 48 anos, o substituto de Ryan Giggs no banco de reservas galês, foi um zagueiro que atuou 41 jogos pela seleção e em mais de 500 partidas do Campeonato Inglês.

Grupo C

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

ARGENTINA: Lionel Scaloni, argentino, 44 anos, começou como lateral-direito e se tornou meia, posição em que virou ídolo no Deportivo La Coruña. Foi campeão do mundo sub-20 e disputou a Copa de 2006, em que fez um jogo. Quatro anos atrás, na Rússia, fazia parte da comissão técnica de Jorge Sampaoli.

Foto: Quality Sport Images / Gettyimagens

ARÁBIA SAUDITA: Hervé Renard, francês, 53 anos, zagueiro que atuou com Zinedine Zidane no Cannes, mas que só disputou uma partida da primeira divisão do Campeonato Francês. Vai para a segunda Copa como técnico, quatro anos após comandar o Marrocos.

Foto: RFBMarques

MÉXICO: Gerardo Martino, argentino, 59 anos, meia habilidoso, é ídolo no Newell’s Old Boys e chegou a disputar um Mundial sub-20, em 1981, com a Argentina. Volta à Copa como técnico, após levar o Paraguai até às quartas de final, em 2010.

Foto: PressFocus/MB Media / Gettyimages

POLÔNIA: Czeslaw Michniewicz, polonês, 52 anos, apelidado de “Mourinho polonês”, foi atacante de pouca expressão no futebol do país do Leste Europeu. Assumiu a seleção neste ano, para substituir o português Paulo Sousa.

Grupo D

Foto: Franck FIFE / Getty Images

FRANÇA: Didier Deschamps, francês, 54 anos, junto com Zagallo e Franz Beckenbauer, é um dos três técnicos que venceu a Copa como jogador e técnico. De capitão dos ‘Bleus’ em 1998, virou comandante em 2018, alcançando o mesmo resultado, o título.

Foto: Caltex Socceroos

AUSTRÁLIA: Graham Arnold, australiano, 59 anos, foi atacante da seleção da Austrália, tendo sido o maior artilheiro do país em 1986. Também jogou na Holanda, Bélgica e Japão. Foi auxiliar de Guus Hiddink na participação dos ‘Socceroos’ na Copa de 2006 e volta ao Mundial 16 anos depois.

Foto: RFBMarques

DINAMARCA: Kasper Hjulmand, dinamaequês, 50 anos, lateral-direito que teve que se aposentar dos gramados aos 26 anos, após passar pela nona operação em um dos joelhos. Admirador confesso de Cruyff e Guardiola, chegou ao comando da seleção dinamarquesa em agosto de 2020.

Foto: Charly Triballeau/AFP

TUNÍSIA: Jalel Kadri, tunisiano, 50 anos, jogador de modestos clubes tunisianos, se tornou técnico da seleção de forma interina em janeiro deste ano e foi efetivado após a demissão de Mondher Kebaier. A classificação nas Eliminatórias, com vitória sobre Mali, o alçou ao status de ídolo.

Grupo E

Foto: Eurasia Sport Images

ESPANHA: Luis Enrique, espanhol, 52 anos, a polivalência em campo, o levou para três Copas: 1994, 1998 e 2002. Na primeira delas, acabou virando imagem icônica, ao levar uma cotovelada do italiano Mauro Tassotti. Entrou para a história por protagonizar um lance que, pela primeira vez, fez a Fifa utilizar o vídeo para revisar a marcação de árbitro.

Foto: Vizzor Image/ Getty Images

COSTA RICA: Luis Fernando Suárez, colombiano, 62 anos, zagueiro ou volante do Atlético Nacional, foi campeão da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes. Vai para a terceira Copa do Mundo, após comandar o Equador, em 2006, e Honduras, em 2014.

Foto: Thomas Kienzle/AFP

ALEMANHA: Hansi Flick, alemão, 57 anos, volante que fez 104 jogos pelo Bayern de Munique, defendeu apenas a seleção alemã sub-18, tendo se aposentado aos 28 anos. Virou auxiliar de Joachim Löw, sendo o responsável pela estratégia na Copa de 2014, vencida pelo ‘Mannschaft’.

Foto: RFBMarques

JAPÃO: Hajime Moriyasu, japonês, 54 anos, foi volante que ficou fora da Copa do Mundo de 1994, graças a um gol sofrido no fim do jogo decisivo contra o Iraque, nas Eliminatórias. Assumiu a seleção principal japonesa após bom trabalho nos Jogos Olímpicos de 2020.

Grupo F

Foto: Isosport/ MbMedia/ GettyImages

BÉLGICA: Roberto Martínez, espanhol, 49 anos, meia ofensivo, que fez apenas um jogo na primeira divisão do Campeonato Espanhol, quando jogava pelo Zaragoza. Foi atuar no Campeonato Inglês, onde, depois, virou técnico, começando no Swansea. Volta à Copa, quatro anos depois de levar os belgas ao terceiro lugar, na Rússia.

Foto: Vaughn Ridley/AFP

CANADÁ: John Herdman, inglês, 47 anos, professor de Educação Física, com 23 anos, foi co-fundador de uma academia de futebol brasileiro no Sunderland, da Inglaterra. Foi bronze olímpico com a seleção feminina da Nova Zelândia, em 2012. Depois, chegou ao futebol canadense, primeiro na equipe nacional feminina e depois, na masculina.

Foto: AFP

MARROCOS: Walid Regragui, francês naturalizado marroquino, 47 anos, ex-lateral-direito da seleção marroquina, chegou a disputar a primeira divisão do Campeonato Espanhol. Ganhou fama como técnico ao levar o Wydad Casablanca ao título da Liga dos Campeões da África, até chegar à seleção para substituir o bósnio Vahid Halihodzic.

Foto: RFBMarques

CROÁCIA: Zlatko Dalic, bósnio, 56 anos, volante, que conquistou a Copa da Iugoslávia, em 1984, nunca atuou pela seleção do país, atualmente extinta. Como técnico, volta à Copa do Mundo, quatro anos depois de levar ao vice mundial, na Rússia.

Grupo G

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

BRASIL: Tite, brasileiro, 61 anos, meia que foi vice-campeão brasileiro em 1986, com o Guarani. Se aposentou com apenas 28 anos. No Qatar, terá a segunda chance em um Mundial, após eliminação nas quartas de final, em derrota para a Bélgica, em 2018.

Foto: ATTILA KISBENEDEK / AFP

SÉRVIA: Dragan Stojkovic, sérvio, 57 anos, um dos maiores nomes do futebol sérvio, tendo sido craque como jogador, presidente da federação nacional e, depois, técnico. Disputou a Copa como atleta em 1990 e 1998, primeiro com a Iugoslávia, depois com Sérvia e Montenegro.

Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

SUÍÇA: Murat Yakin, suíço, 48 anos, zagueiro e capitão do Basel, chegou a atuar no Campeonato Alemão e foi referência da seleção junto com o irmão Hakan Yakin. Disputou 49 partidas com a seleção nacional e é técnico desde o ano passado.

Foto: Getty Images

CAMARÕES: Rigobert Song, camaronês, 46 anos, zagueiro e lenda da seleção camaronesa, pela qual fez 137 jogos. Foi o primeiro jogador da história a ser expulso em duas diferentes edições da Copa – depois, se juntou a ele o francês Zinedine Zidane. Em março deste ano, assumiu como técnico dos Leões Indomáveis.

Grupo H

Foto: Genya Savilov/ Getty Images

PORTUGAL: Fernando Santos, português, 68 anos, ex-zagueiro, que fez 161 jogos pela primeira divisão do Campeonato Português, a maioria deles pelo Estoril. Vai para a terceira Copa do Mundo, após dirigir a Grécia, em 2014, e Portugal, quatro anos atrás.

Foto: Jean Catuffe/ Getty Images

GANA: Otto Addo, galês, 47 anos, nasceu em Hamburgo, na Alemanha, país onde fez carreira como jogador, tendo chegado a disputar a Copa de 2006. Virou técnico da seleção ganesa em setembro do ano passado, contratado junto ao Borussia Dortmund, em que trabalhava nas divisões de base.

Foto: Pool/ Getty Images

URUGUAI: Diego Alonso, uruguaio, 47 anos, atacante com faro de gols, vice-campeão da Liga dos Campeões com o Valencia, em 2001. Pela seleção uruguaia, foram apenas oito jogos como atleta. Disputará uma Copa do Mundo pela primeira vez.

Foto: Zhizhao Wu/Getty Images

COREIA DO SUL: Paulo Bento, português, 53 anos, meia incansável, atuou pela seleção portuguesa em 35 partidas, sendo três delas na Copa do Mundo de 2002. O ex-técnico do Cruzeiro estreia no torneio como comandante.

Fonte: Uol

Texto produzido em cobertura colaborativa da NINJA Esporte Clube