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No dia 31 de agosto, às 19h, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito promoverá no Instituto de Filosofia e Ciências sociais da UFRJ, o debate “O direito nosso de cada dia”, com a presença da Dra. Regina Novaes e do Dr. Alexandre Brasil. Vamos conversar sobre a reação ao descalabro que estamos assistindo.

Tráfico de drogas; compra de votos; exploração ilegal de nióbio; desvio de recursos do porto de Santos/SP, da Petrobras, de Furnas; extorsão; tráfico de influências; assassinato…

Essas são algumas das acusações que pairam sobre os que governam o país.

Ser pequena por parte destas acusações se confirmarem, temos um cartel do crime no comando do Brasil.

Como podem pastores irem a tais pessoas para saudá-las e abençoá-las?

Se não fossem pelas acusações, que inexplicavelmente a toga não investiga, bastava o fato de terem derrubado os direitos dos trabalhadores, seja pela terceirização ilimitada, seja pela reforma trabalhista; ou por terem cancelado investimentos sociais por 20 anos; ou por terem acabado com programas como a Farmácia Popular.

E foram pastores de todo tipo: pentecostais, neopentecostais e históricos. Inclusive foram também os deterministas, que creem num deus menor, logo em um outro deus, que não é onisciente, é só soberano.

Interessante é que os deterministas são os que estão tentando acabar com pentecostalismo, pelo ensino de sua teologia, que não crê nos carismas.

E todos se encontraram, de alguma forma, em Brasília.

Entre esses estão os líderes espirituais que suportam, politicamente, a maior parte da bancada evangélica, e que estão criando o fenômeno dos que vivem, economicamente, na miséria e, mesmo assim, apoiam a direita e o golpe. Os tais líderes lhes ensinam a antibíblica subserviência ao poder, ainda que corrupto, e deles cobram os dízimos e as ofertas, enquanto apoiam a política de desemprego, de redução de salários e de perda de direitos, sem contar a dilapidação do patrimônio nacional, e viajam em seus jatos, seus carros esportivos importados, seus iates e suas motos suntuosas.

Como explicar isso? Parafraseando um ditado francês, talvez seja apenas por que os canalhas sempre acabam se encontrando.

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