Foto: Leandrinha Du Art

Classificação acima de 18 anos.

Eu me vi encantada por pouquíssimas pessoas, raramente alguém me deixa desfocada. Não sou do tipo ‘santa’, mas adoro romantismo barato e fico extremamente à flor da pele quando me olham de cabeça baixa com as sobrancelhas levantadas, olhar focado no meu, pequenos gestos com os dedos… a descruzada de pernas de um homem de atitude já me ganha. Era um desses… um homem até bem conhecido na minha região, novo, com sua beleza única, diferente. Muitas falam que tenho gostos peculiares, mas enfim ele era o cara que me chamava a atenção. Fazer o quê? Acho que foi uma das transas mais incríveis que já tive. Diferente… mas incrível! Você vai entender o porquê. Meu apartamento sendo montado, móveis chegando, aquela bagunça de mudança, a cama cheia de caixas em cima, já podia esquecê-la.

Como combinado, fico do lado de fora esperando ele passar pela portaria. Ele chega, obviamente mais alto que eu, se abaixa apoiando na frente da cadeira de rodas e, em movimentos sincronizados, seus dedos passeiam em meu rosto anunciando a chegada de sua boca na minha.Com um beijo lento e curto o cumprimento foi dado. Vamos até o apartamento e, quando entramos , inicia-se um grande espetáculo: atores passam a dar vida aos personagens fervorosos da vida real. Ele me tira da cadeira e se senta no chão, me puxando pro colo dele. Rápido, ligeiro, se põe em cima de mim, entre minhas pernas. Meu cabelo sofria com a poeira do chão, podia vê-la a cada jogada, como uma névoa, mas quem disse que isso importava? Beijos mais quentes, uma série deles… beijos no pescoço… Enquanto estou deitada ele tira minha
blusa e, em seguida, tira a dele. O tipo de corpo que me deixava louca, “meio peludinho”.

Foto: Leandrinha Du Art

Foto: Leandrinha Du Art

Ele volta a ficar em cima de mim. Já posso sentir os pelos de seu peito na minha barriga enquanto beija meu pescoço, deixando-me arrepiada e ainda mais louca. Eu, capaz de arrancar seus cabelos da cabeça, o tesão era tanto e eu o segurava com tanta força que minhas mãos chegavam a tremer, já que estava sendo cuidadosa para não machucá-lo. Desceu sem medo, chupando minha barriga, com a cabeça entre minhas pernas e sua mão na minha coxa, até ser surpreendida: ele se levanta e me puxa pela mão. Ficamos os dois de joelhos, um olhando pro outro, sorrindo, puros, leves, sem nada a perder, contra a parede e ele ali, mega excitado. Me segurou pela cintura e se levantou, ficando de pé, comigo agarrada de frente pra ele. Fomos pra cozinha, especificamente pra pia, substituir o lugar do escorregador de pratos.

Foto: Leandrinha Du Art

Fique lá sentada, encostada na parede, vendo ele tirar a calça e cueca, que era lilás, apertadinha. Me beijando a toda hora, tirou minha saia, meia calça e calcinha. O fato de ser trans estava longe de ser um problema pra ele.

Foto: Leandrinha Du Art

Ali mesmo, na altura da pia e encostada na parede, o fato foi consumado entre muitos beijos e gemidos baixinhos. Enquanto fazia acontecer, com as mãos na parede, eu na frente dele já estava suando a ponto de meu cabelo grudar no rosto e corpo. Finalmente a velocidade diminuiu e, com o gemido mais gostoso, gozou pela primeira vez naquela noite.

Foto: Leandrinha Du Art

Fomos pro chão novamente. Ali, chupei ele todo, fodemos umas quatro vezes de quatro, e foi incrível. Gozou, se não me falha a memória, umas cinco vezes. Nunca tinha visto aquilo, tanta energia. Lógico não era mais aquele manancial, né?! Mas o importante era ele não se cansar, fui bem feliz nessa madrugada. Pusemos o colchão no chão da sala, cheia de bagunça da mudança, e dormimos pelados ali mesmo.

Foto: Leandrinha Du Art

Eu só rezava para ninguém invadir o apartamento, não estava afim de sair pelada pedindo socorro…

Fotos : Leandra Du Art
Agradecimentos : Claudia Pitanga e Bruno Amaral

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