Sarau na periferia de São Paulo leva cultura para jovens há mais de quatro anos e encontra na igreja a sua principal barreira.

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Arte: Mídia NINJA

Há quatro anos, uma dúzia de loucos carregando caixotes de feira aportaram na Praça do Forró, no bairro de São Miguel Paulista, extremo leste de São Paulo. Organizaram uma roda, colocaram pequenos panos azuis sobre as cadeiras improvisadas e se acomodaram. O frio intenso daquela tarde de abril só foi atenuada pelo sopão preparado por alguns integrantes do grupo, com legumes recolhidos nas lixeiras de um mercadinho próximo, o que garantiu a larica, inclusive dos moradores de rua da praça, que acabaram ficando próximos quando o rolê começou.
Os “loucos” começaram a declamar poesias naquele que foi o primeiro sarau do recém criado Movimento Aliança da Praça, filho de outro núcleo de artistas do bairro, o Hospício Cultural, em que jovens da região organizavam atividades culturais como sessões de cinema abertas, batalhas de rap e campeonatos de skate.

Com o cabelo raspado, cavanhaque ralo e sorriso largo cheio de malícia, um dos líderes da molecada segurou um caderno na mão, levantou-se e foi para o meio da roda. Ele explicou de onde vinha e para onde ia aquela trupe com o novo movimento. A ideia era deixar de ser um grupo restrito aos jovens, a fim de levar cultura para mais pessoas da comunidade e fazer com que as elas voltassem a ocupar a famosa Praça do Forró, marco zero do bairro. Seu nome é Rafael Canervalli, vulgo Amador.

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O bairro de São Miguel Paulista é um dos mais antigos da cidade de São Paulo, e tem sua fundação datada entre 1560 e 1580. O primeiro nome da região era Aldeia de Ururaí, dado pelos indígenas conhecidos como guaianases, e faz referência ao rio que fica em seus arredores, hoje chamado Tietê.

O Padre José de Anchieta os encontrou em 1580 e começou o processo de cristianização, levantando com o trabalho indígena uma pequena capela, à qual nomeou São Miguel Arcanjo. Em 1622, o prédio foi destruído e uma nova construção realizada em seu lugar. A igreja foi tombada e tornou-se patrimônio histórico no ano de 1938, e em seu entorno o bairro passou a crescer e se desenvolver.
O principal ponto de partida para avanço populacional foi à instalação da fábrica da empresa Neo Química em 1935, pertencente à Votorantin, que levou milhares de pessoas a morar naquele espaço, especialmente migrantes nordestinos. Atualmente São Miguel conta com cerca de 370 mil habitantes de acordo com o censo de 2010 do IBGE.

Em 1950, uma catedral de mesmo nome foi construída próxima à antiga. O padre da época, Aleixo Monteiro Mafra, ficou responsável por um processo de “renovação paroquial e regional” da igreja católica em toda aquela região do extremo leste, com a transformação de pequenas comunidades religiosas em igrejas, a criação de grupos religiosos entre os operários, atendimento e doutrinação religiosa em escolas públicas e promoção de festividades. Por isso, a praça leva seu nome, apesar de ser mais conhecida como Praça do Forró, nome não oficial que passou a vigorar a partir dos anos 1980.

A igreja tornou-se mais importante sob o título de Diocese, dado pelo Papa João Paulo II em 1989, o que, na prática, a tornou responsável pela organização de todas as paróquias da região.

10 anos mais tarde, em 1999, uma personagem central do bairro desde então foi nomeado para Cura da diocese, o Padre Geraldo Antônio Rodrigues, que, 18 anos mais tarde, ainda está no cargo. “É um grande e saboroso desafio ser Pároco da Catedral de São Miguel”, disse à época.

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Edson Silva Borges, ou simplesmente Lobinho, é um homem negro de 44 anos e pouco mais de 1,70m, tem o cabelo curto, olhos pequenos com silhuetas vulgares, um aspecto energético evidenciado pela fala rápida que se combina ao olhar vago, que percorre os mais diversos recantos enquanto conversa sobre assuntos díspares. O fumo intenso intermedia os discursos que, em sua maioria, fazem referências à música dos anos 1980 e aos poetas da literatura marginal e, por fim, marca suas intervenções com aquilo que lhe identifica em cada pico em que põe seus pés: o uivo estridente no fechamento da fala.

Há mais de 19 anos a poesia o acompanha, e há quatro organiza e fomenta o Movimento Aliança da Praça. Morador do Jardim Maia, em São Miguel Paulista, descobriu logo no início o sarau, e começou a participar em junho de 2013, época em que as manifestações levaram milhões de pessoas às ruas em todo o país. Apesar disso, foi outro sarau, no bairro do Itaim Paulista, também no extremo leste, que o levou a escrever poesia. ‘Oquedizemosumbigos’ chama-se esse encontro poético da periferia que fez emergir Lobinho em verso e prosa.
A inspiração a partir das referências construídas nos saraus foi importante para a consolidação da sua obra, publicada em 2016 no título ‘O Canto do Lobo’. “A minha produção vem da inspiração das pessoas que conheci e conheço nos saraus, porque são lugares que reúnem gentes de todas as partes”, conta o poeta.

“Preciso ir”, diz Lobinho, levantando e apertando minha mão. Ele atravessa a praça e entra na tenda do sarau. Pega o microfone e explica as atividades do dia. Artistas estão expondo artes plásticas e o varal de poesias. Para abrir, ele declamou a música Desordem, do grupo Titãs. “Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?”, questionou rememorando a canção, fechando com o inconfundível uivo.

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“Antes de recitar para alguém, recite para você no espelho. Não adianta tentar mudar o mundo com a poesia sem antes mudar você mesmo”, disse um dos poetas logo no início do sarau. As falas de abertura foram no gogó, estimuladas por um público ainda pequeno que estava nos arredores da tenda.

Os organizadores estavam nos últimos ajustes do som. Toda a estrutura é fruto do desenrolo comum aos produtores de eventos culturais. A caixa emprestada de um, a mesa de outro, os microfones próprios, a tenda do parceiro, e assim o rolê se constrói: à base de muita troca de experiências e de incentivos.

As árvores da praça foram margeadas pelos produtos dos artistas, que, por meio dos conceitos de economia solidária, os expunham por preços amigos, a fim de conseguirem um capital para continuar produzindo e distribuírem sua mensagem sem onerar o consumidor. Entre eles estavam os poemas de Diego Rocha, os desenhos de Letícia Nuvem, e o livro ‘Borboletas no Casulo’, de Letícia Pierre.

Também sob essa lógica, a palhaça e artista plástica Stela Silva, de 46 anos, vende seus fanzines de poesia e suas pinturas em sementes de jacarandá. Há cinco anos ela, então em posição de gerência em uma grande empresa, largou tudo e foi realizar um grande sonho: interpretar nas ruas de São Paulo o personagem Carlitos de Charlie Chaplin.

Há quatro meses Stela passou a expor seus trabalhos no Movimento Aliança da Praça. “Aqui é um lugar que dá oportunidade para vários tipos de arte estarem juntos, além de ser um espaço para o encontro de pessoas”, avalia. Foi a partir da sua experiência no sarau que criou o Sarau Escadão, nas escadarias do Teatro Municipal, no centro. “A iniciativa surgiu da necessidade de produzir cultura entre os jovens que já ocupam esse espaço, e protegê-los das constantes batidas policiais que sofrem”, conta Stela.

Outro personagem da atriz, o Índio na Cidade – uma homenagem às suas raízes indígenas – também a premiou com a oportunidade de dar aulas de palhaço, apesar de nunca ter frequentado aulas. A isso ela atribui a imensa contribuição da poesia e da sabedoria dos povos originários para a sua formação como artista de rua.

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A Praça Aleixo Mafra Monteiro é um espaço cultural por essência e histórico. E não é à toa que foi renomeada não oficialmente com um dos estilos mais brasileiros: o Forró. Mas, antes disso, já exercitava a sua função intrínseca de fomento de cultura para a população do bairro.
Nos anos 1970, era de chumbo da ditadura militar, surgiu o grupo cultural chamado Movimento Popular de Artes (MPA). De acordo com Escobar Franelas, O MPA (sigla que influenciou o MAP) surgiu de um punhado de artistas que possuíam algum reconhecimento pelo seus trabalhos e que decidiram se juntar para produzir no bairro. A primeira ação aconteceu em dezembro de 1978 dentro da capela histórica, e reuniu quatro mil pessoas.

A partir deles uma série de jovens passaram a construir uma luta política e cultural na região, no bojo de pautas emergentes à época, como as Diretas Já, o movimento sindical e ambientalista, as questões da reforma agrária e dos movimentos de saúde e moradia.
“Naturalmente, os movimentos culturais também aprofundam e refinam suas questões e proposições nesse período. Na zona leste, surgem vários grupos com reivindicações semelhantes, no mesmo período. Entre os quais, podemos citar o Movimento Cultural Penha; o Cultura e Arte em Movimento, no Itaim Paulista; e o Espaço Aberto ao Desenvolvimento Cultural (EADEC), também no Itaim Paulista. Todos percebem a necessidade de uma luta sistematizada”, aponta Escobar.

Apesar disso, em 1985 se encerraram as atividades do MPA, com a entrada de Jânio Quadros (candidato muito semelhante à João Doria, diga-se de passagem) na prefeitura da capital. Jânio encerrou programas de fomento à cultura na cidade e bloqueou as atividades de grupos culturais, o que ocasionou na dispersão dos artistas do MPA.

Morador da região desde os 11 anos de idade, Duílio, mais conhecido como Punky, hoje com 51 anos, conta que desde aquela época, as ações culturais procuravam levar “oportunidades para a molecada de criar consciência política e valorizar artistas da região”.

Apesar disso, vê que a população do bairro em geral, principalmente em função das questões com a igreja, que naquele tempo também tinha conflitos com as atividades culturais, não os enxergam como artistas. “Só por causa do barulho que eles dizem atrapalhar as missas, chamam a GCM para impor medo nas pessoas que estão produzindo. Não tem que ser assim”, reclama.

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“Lugar de mulher é onde ela quiser”, diz o pano de prato estendido em um varal próximo às árvores. Com bordas amarelas e a letra de mão preta no pano branco, por apenas sete reais você pode comprar um pano de prato feminista, um dos produtos expostos nas redondezas do sarau pelas artistas da região.

À frente, Evelin Barbosa, de 32 anos, assiste atenta aos poetas e poetisas declamarem seus textos, aguardando por sua vez. “Meu principal tema é a violência doméstica, mas noto que em muitos espaços as pessoas torcem o nariz quando falo”.

Evelin fez parte do coletivo Juntas na Luta, criado em 2012 por mulheres do Jardim Robru, no bairro de Guaianases, extremo leste de capital. A iniciativa dos panos de prato feminista surgiu do grupo, que trabalhando com mulheres da quebrada que sofreram violência doméstica, as empoderavam nessa luta a partir do trabalho e das mensagens. Além disso, o coletivo fazia RAPs feministas e chegaram a se apresentar na casa de cultura de Guaianases.

Por algum tempo, também integrou a instituição Casa de Viviane Santos, Centro de Referência para Mulheres em Situação de Violência, em que teve contato com diversas histórias de agressões domésticas. “Infelizmente, o tema é pouco debatido nos espaços de cultura como um todo. A pauta fica relegada a assistentes sociais. Mas é o que eu falo, porque vivi e conheci muitas pessoas que estão vivendo”, protesta.
Quando finalmente chega a sua vez de declamar, Evelin trouxe um poema do livro ‘Zero a zero: 15 poemas contra o genocídio da população negra’.

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Cabelo black power maior que um capacete, uma barba que passa o gogó, olhos miúdos e acastanhados. Daquele rapaz de quatro anos atrás, só se reconhece o sorriso largo, uma marca registrada de Rafael Canervalli. Ele me abraça forte e dá um beijo no rosto, carinhoso como lhe é feitio. Me convida para dar um volta na praça para que possa explicar melhor como o Movimento Aliança da Praça vem se mantendo ao longo dos quatro anos de existência.

Em pouco tempo fomos interrompidos por diversas pessoas que abraçam o poeta e prometem que logo estarão no sarau.
Rafa conta que os maiores problemas para execução do projeto são oriundos das diversas reclamações realizadas pela Igreja e, em maior ou menor grau, acolhidas pela Prefeitura Regional (antes chamada de sub-prefeitura).

Durante a gestão passada, na prefeitura de Fernando Haddad (PT), a subprefeitura de São Miguel foi ocupada por duas pessoas, o que marcou posições diferentes.

O primeiro subprefeito, de acordo com ele, não morava e nem conhecia o bairro, era um completo estranho para a população. Apesar disso, não causou muitos problemas para a organização do sarau. O segundo, chamado Tim, mais conhecido no bairro, foi responsável pelo momento de maior tensão que já aconteceu.

Após receberem uma reclamação do padre da igreja, “O dono da Praça”, como ficou conhecido no sarau, a prefeitura regional mandou agentes da Guarda Civil Metropolitana encerrarem a atividade. O clima ficou tenso, porque os GCMs decidiram não somente acabar, mas também levar os equipamentos, como caixas de som, microfone, o tablado etc..

“Eu acredito muito no espiritual e credito a ele não termos perdido tudo naquela tarde”, disse o poeta. Por coincidência naquele dia o secretário de cultura da subprefeitura estava acompanhando o sarau e conseguiu dialogar com os policiais para que eles permitissem a continuidade. “Ele levou umas broncas, mas conseguiu segurar a onda para a gente. No entanto, depois disso as coisas ficaram mais difíceis”.

Com a virada de ano e a mudança na prefeitura regional, o novo responsável, Edson Marques, que já tem um diálogo maior com antigos ativistas da cultura do bairro, passou a dialogar mais com os organizadores do sarau, apesar da influência forte do padre Geraldo na política regional.

Apesar disso, as barreiras não cessaram. O primeiro problema foi a exigência do Termo de Permissão de Uso (TPU) para a execução da atividade, documento emitido pela prefeitura regional. Lobinho foi atrás do papel, que, posteriormente acabou sendo descartado após uma reunião realizada com o secretário municipal de cultura, André Sturm, na Casa de Cultura de São Miguel, e novamente na Galeria Olido, no centro, em que o gestor público deliberou que para a atividade do sarau, classificada como uma reunião orgânica de pessoas, não há a exigência do TPU. Apesar disso, pediu para que os organizadores lhe enviassem um e-mail com antecedência aos dias de sarau, para que ele informasse ao prefeito regional.

Todos os passos foram seguidos, no entanto havia um certo temor de que os GCMs voltassem a embaçar. “Vamos ver como vai ser”, disse sorrindo.

Apesar das tretas com o padre, o MAP vai muito bem, obrigado. Nesses anos, cresceu e teve “filhos”, o Slam do Corre, em que poetas declamam textos de até 10 segundos (e que teve uma edição nesse dia), o Slam Função, que acontece no bairro de Guaianases e os poetas têm três minutos para mandar suas poesias, e, por fim, o filho caçula, o sarau Racha Coração, em que a regra é: só poesias de amor.
Além disso, diversas pessoas que começaram no MAP conseguiram alçar outros espaços, como o poeta Lucas Afonso, vencedor do Slam BR e que disputou rimas no Slam mundial, na França, e reconhecidos escritores como Edson Borges, o Lobinho, Mariana Felix, e o próprio Rafael Canervalli, que conseguiram lançar livros e ter visibilidade em todo o país.

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Por coincidência, os quatro anos de sarau casou com o dia da celebração cristã mais importante do ano: a Páscoa. Enquanto os poetas declamavam suas poesias de 10 segundos no Slam do Corre, o Padre Geraldo começava a sua homilia. O relógio marcava 19h horas, e ambos eventos ainda iam longe.

Antes da missa que marca a ressurreição de Cristo para os cristãos, conversei com um funcionário da catedral, que me alertou para o caráter tradicional imposto pelo sacerdote, principalmente em relação ao tempo de celebração, que passa das 2h30. Sobre o sarau, disse informalmente: “o som chega aqui, e o padre manda fechar as portas para não atrapalhar, mas não tem jeito”, confirmou.
Até o fechamento desta reportagem não conseguimos conversar com o Padre Geraldo sobre a questão.

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Muitos jovens estão no sarau e se sentem transformados pela poesia. Uma mudança de consciência muda a visão de vida dessas pessoas, que não têm acesso à cultura na periferia e enxergam nisso a oportunidades de expressarem as experiências que vivem no dia a dia da quebrada.

“Aqui é um lugar de acolhimento”, explica Stefany Alves, de 18 anos, e poeta a pouco menos de três meses. Foi no Slam Fluxo, no bairro de Ermelino Matarazzo, vizinho à São Miguel Paulista, que ela conheceu o movimento de rimas e decidiu fazer suas próprias, a fim de levar sua mensagem “principalmente para mulheres lésbicas e pretas”, diz.

Em pouco tempo, o desenrolar da sua apresentação a faz parecer uma veterana no palco. “A nossa região não tem voz, e aqui conseguimos ter visibilidade. A escola pública nos silencia”, conta Stefany, que mora do bairro do Itaim Paulista.

A mesma sensação tem a poeta e militante do movimento estudantil, Bianca Guedes, que há três anos acompanha o sarau da praça. Hoje com 21 anos, lembra que aos 17, quando começou a escrever, tinha uma outra visão de mundo e foi através da influência do sarau que passou a exercer outro papel como cidadã, como estudante secundarista ocupou sua escola em 2015. “A poesia abriu a minha mente para a opressão que sofremos na periferia”, explica.

Ela conta que foi responsável também por unir as duas coisas, ao promover atividades do MAP na entidade em que milita, a União dos Estudantes do Estado de São Paulo (UEE) e a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), em que os poetas abordaram temas como o golpe e a retirada de direitos a partir da agenda neoliberal, em universidades e escolas públicas. “O que acontece aqui é fundamental para a quebrada ter acesso à cultura”, pontua.

“Esse é um quilombo cultural”, explica Mariana Felix, uma das mais destacadas poetisas do Sarau da Praça, local em que começou a escrever e que, a partir disso, coleciona publicações de livros, dentre os quais ‘Mania’, ‘Vício’, ‘Só se for uma rapidinha’ e ‘Gavetas’. “Nós não tínhamos vozes e não éramos escutados. Hoje temos vozes e ouvidos”, sentencia a poeta. “Pra mim é uma honra fazer parte do que acontece aqui”.

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