Arte: Mídia NINJA

Michel Temer foi duas vezes denunciado perante o Congresso Nacional. Temer cometeu crimes: formou a quadrilha que sequestrou direitos, furtou o poder e assassinou a democracia.

O Brasil é o 10º país no ranking da desigualdade mundial, com 14,2 milhões de brasileiros desempregados, desses, 1,8 milhões perderam seus empregos no último ano.

Nesse mesmo país, a renda per capita da mulher é 66,2% inferior à do homem e, na política, somos, em média, menos de 15% de mulheres nos parlamentos brasileiros.

Isso é democracia?

A crise política no Brasil coloca em xeque a democracia e com ela todos os partidos políticos, os da direita e os da esquerda.

É o choque de velhas estruturas de poder, com a emergência de novos sujeitos sociais e econômicos.   

Apresentar alternativa a esse modelo de democracia é crucial.  

Precisamos de uma representatividade real das pessoas no poder: mulheres, negros, LGBT’s, indígenas e os trabalhadores como um todo. Mas isso é apenas o começo.

Somos parte de uma geração política inteira que anseia por voz. Das batalhas de slam e saraus, até  formas de organização coletivas, esse é o recado: A democracia que temos não é mais suficiente!

Por isso, a saída para a crise não virá do presidente que se eleger em 2018, virá do povo.

É preciso resgatar em nossas práticas políticas a confiança de que só com as pessoas, e com elas somente, que vamos avançar na construção de uma nova democracia brasileira.

Mas qual democracia queremos? A de Luciano Huck, que nos pede o voto de confiança nas “pessoas de bem”? Ou a de João Doria Jr. que propôs uma ração humana para acabar com a fome dos mais pobres?

Não! Defendemos democracia real na porra toda! No congresso nacional, na câmara de vereadores, nos partidos e movimentos sociais também.   

Só assim o projeto político de quem é  explorado e oprimido ganha um sentido universal.

Não somos a esquerda que ignora que na União Soviética as liberdades democráticas foram caçadas, que o regime stalinista exterminou centenas de milhares de dissidentes políticos, apenas por serem quem eram, por pensarem o que pensavam.

Diante de um novo ciclo histórico de falência democrática neste século, precisamos olhar para o passado e desde já praticar, no presente, o futuro transformado.

As diferenças não apenas estão autorizadas, mas devem ser condições básicas dessa existência coletiva.

Não a toa, temas como liberdade religiosa, artística e sexual tomam a centralidade da cena política.

Precisamos ser pacientes. Mas, ao mesmo tempo, ter pressa para nos encontrarmos de novo, democraticamente, nas ruas e nas nossas utopias.

 

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