Pela Estudante NINJA Juliana Lima

Estamos em um país caracterizado por seu tamanho continental e as diferenças que o constróem, essas se uniram nos atos pela defesa da educação liderados pelos estudantes, mas não conduzidos e massificados apenas por eles, também por centrais sindicais, partidos políticos e pessoas que se reconheceram na pauta abordada, assim iniciou uma importante discussão sobre apartidarismo x suprapartidarismo nas atuais manifestações.

#15M Recife (PE) | Foto: Rodolfo Loepert / Mídia NINJA

Quando contra estavam diretamente influenciadas pelos defensores do governo, vide Eduardo Bolsonaro no twitter (imagem 1), ou  outros que desejam afastar sua imagem dos partidos progressistas e movimentos sociais brasileiros (imagem 2), ambos questionando e pedindo o apartidarismo dos eventos.

Saindo em defesa da unidade, Haddad, em fala durante o ato na Avenida Paulista em São Paulo, citou a importância do suprapartidarismo (imagem 3) nesse processo de ameaça das conquistas da educação brasileira, além disso, a rua como espaço democrático foi lembrada em resposta às críticas ao movimento e o perigo do discurso “sem partido” vide anos anteriores. (imagem 4)

Recém-saídos de um processo eleitoral, a sociedade brasileira ainda está marcada sob o espectro da polarização – aqui lembramos do #EleNão, o combate ao machismo, LGBTQIfobia, racismo e todo o ódio presente nas ações e nos discursos da direita. Liderado por mulheres e acompanhado por todos aqueles que defendem os direitos humanos estavam reunidos para defendê-los e alertar como o candidato, hoje presidente, era perigoso ao país. (imagem 5)

Seguindo o comportamento mundial, o desfecho da vitória em 2018 vem sendo desenhada desde os gritos em 2013, significando cinco anos de construções marcadas pela não representação política, o ufanismo exarcerbado e a evidente elitização dos “líderes” – aspas pois devemos lembrar que ali iniciava o golpe sofrido pela Presidenta Dilma Roussef.  (imagem 6)

Não devemos comprar o discurso da camuflagem, não vamos esconder nossas crenças e alimentar o processo de demonização da representatividade política – muitos desses sequer colocaram os pés em algum dos mais de 200 manifestações espalhadas pelo país. Isso é silenciar toda a luta já conquistada, alvo do atual desgoverno, é subestimar a inteligência de quem está vendo sua instituição de ensino se acabar um pouco a cada dia. Ressignificar a rua e quem as ocupa é um dos mais importantes passos para fortalecer a democracia, ela que, assim como nossa juventude, está ameaçada todos os dias e, ainda assim, segue lutando por seu futuro. (imagem 7)

 

 

 

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Daniel Zen

As mensagens secretas da Lava-jato: crime e castigo

Tainá de Paula

Execução por no mínimo 15 tiros não pode ser tipificada como crime banal

André Barros

Moro contra Lula

Laio Rocha

Taça das Favelas coloca futebol de várzea no centro

Copa FemiNINJA

Um amor, um coração: Reggae Girlz unidas por um sonho

Colunista NINJA

'A única coisa que salva um país é a cultura', afirma Moacyr Luz

Mônica Horta

Moda autoral brasileira presente!

Daniel Zen

É a economia, estúpido!

André Barros

Marchas da Maconha foram maiores que atos de Bolsonaro

Colunista NINJA

Mosquito e Inácio Rios: “A gente respeita o samba autêntico”

André Barros

Aperta a pauta, Toffoli

Colunista NINJA

“Fazer samba é uma resistência e está totalmente ligado à política”, afirma Júlio Macabu da nova geração

Cleidiana Ramos

#15M: Uma lição para esperança e vigilância

Margarida Salomão

Balas e Chocolates: o ataque de Bolsonaro à Universidade brasileira

Fatine Oliveira

Sinto muito, Damares. Meu lugar é na universidade federal