O 23º Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO chegou ao fim neste domingo (5) com a cerimônia de premiação que consagrou os vencedores do Troféu Coxiponé, homenageou personalidades do audiovisual brasileiro e celebrou a diversidade do cinema nacional. Os grandes destaques da noite foram os longas “Cinco Tipos de Medo”, dirigido pelo mato-grossense Bruno Bini, e “Filhas da Noite”, dos pernambucanos Henrique Arruda e Sylara Silvério.

Grande vencedor da edição, “Cinco Tipos de Medo” conquistou quatro dos principais prêmios do Júri Oficial: Melhor Longa-Metragem, Melhor Filme Mato-Grossense, Melhor Direção e Melhor Montagem. A produção reafirmou a força do cinema realizado em Mato Grosso e consolidou Bruno Bini como um dos principais nomes da cinematografia do estado.

Outro destaque da premiação foi “Filhas da Noite”, que recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Não Ficção pelo Júri Oficial e também venceu a votação do Júri Popular. O documentário ainda recebeu Menção Honrosa, reforçando sua repercussão entre público e jurados durante a programação do festival.

Entre os demais longas premiados, “Memória de Elefante”, dirigido por Severino Neto, foi reconhecido em quatro categorias. O filme venceu os prêmios de Melhor Desenho de Som, Melhor Atriz, para Izabela Bicalho, Melhor Atriz Coadjuvante, para Tatiana Horevicht, além de conquistar o Prêmio Especial do Júri.

Já o prêmio de Melhor Ator foi entregue a Reginaldo Faria por sua atuação em “Perto do Sol é Mais Claro”, dirigido por Régis Faria. O longa também recebeu Menção Honrosa do Júri Oficial.

Na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens, o Troféu Coxiponé contemplou produções de diferentes regiões do país. “Canto”, de Danilo Daher, foi eleito Melhor Filme de Ficção, enquanto “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yara Perdomo, venceu como Melhor Filme de Não Ficção e também recebeu o prêmio de Melhor Montagem para Daniel Tancredi.

Entre as produções mato-grossenses, “Belo Ouro”, de Pither Lopes, foi escolhido como Melhor Filme Mato-Grossense de Ficção, enquanto “O Olhar de Antônio”, de Glória Albues, venceu como Melhor Filme Mato-Grossense de Não Ficção.

O prêmio de Melhor Direção em curtas ficou com Felipe Bibian por “Presépio”, enquanto Anna Zêpa recebeu o reconhecimento de Melhor Roteiro por “Ressonância”. Larissa Braga foi premiada como Melhor Atriz por sua atuação em “Canto”, e o prêmio de Melhor Ator foi dividido entre Genival Soares, por “Belo Ouro”, e José Araújo, por “Memórias com Vista para o Mar”. O curta “Divino: sua alma, sua lente” recebeu Menção Honrosa, e “Memórias com Vista para o Mar”, de Marton Olympio, foi eleito o Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular.

Além da premiação competitiva, o festival realizou a entrega do 2º Prêmio Dira Paes, criado para reconhecer mulheres mato-grossenses com atuação relevante na defesa dos direitos das mulheres e do meio ambiente. A homenagem foi entregue pela atriz Vanessa Gerbelli e por Antonieta Luisa Costa, a Nieta, vencedora da primeira edição.

A homenageada deste ano foi Tatiana Rei, lavradora, bailarina, fundadora do grupo Elementares do Quilombo, coreógrafa, arte-educadora, contadora de histórias e oficineira em dança, reconhecida por sua trajetória de atuação cultural e social.

A cerimônia também prestou homenagem ao diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará, cuja carreira é marcada por obras profundamente conectadas às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo. Já José Luiz Almeida, conhecido como Zé, recebeu o Prêmio Excelência de Projeção pelo trabalho desenvolvido na operação técnica de sessões e festivais de cinema em todo o país.

Com o tema “Migração, Meio Ambiente e Audiovisual”, o 23º CINEMATO exibiu 67 filmes produzidos em 17 estados brasileiros. As obras abordaram questões relacionadas ao pertencimento, aos deslocamentos humanos, às mudanças ambientais e à diversidade cultural e territorial, reafirmando o compromisso do festival com a valorização da produção audiovisual brasileira contemporânea.

Reconhecido oficialmente como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado de Mato Grosso, o Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO é realizado pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do Governo do Estado, além de parcerias e apoios de instituições culturais, universitárias e do setor audiovisual.

Foto: Eduardo Salum

Vencedores da 23ª edição do Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO

Mostra Competitiva de Longas-Metragens – Troféu Coxiponé

  • Melhor Longa-Metragem: “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini
  • Melhor Filme Mato-Grossense: “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini
  • Melhor Direção: Bruno Bini, por “Cinco Tipos de Medo”
  • Melhor Montagem: “Cinco Tipos de Medo”
  • Melhor Ator: Reginaldo Faria, por “Perto do Sol é Mais Claro”
  • Melhor Filme de Não Ficção: “Filhas da Noite”, de Henrique Arruda e Sylara Silvério
  • Melhor Desenho de Som: “Memória de Elefante”
  • Melhor Atriz: Izabela Bicalho, por “Memória de Elefante”
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Tatiana Horevicht, por “Memória de Elefante”
  • Prêmio Especial do Júri: “Memória de Elefante”
  • Menção Honrosa: “Filhas da Noite” e “Perto do Sol é Mais Claro”
  • Júri Popular: “Filhas da Noite”

Mostra Competitiva de Curtas-Metragens – Troféu Coxiponé

  • Melhor Filme de Ficção: “Canto”, de Danilo Daher
  • Melhor Filme de Não Ficção: “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yara Perdomo
  • Melhor Filme Mato-Grossense de Ficção: “Belo Ouro”, de Pither Lopes
  • Melhor Filme Mato-Grossense de Não Ficção: “O Olhar de Antônio”, de Glória Albues
  • Melhor Direção: Felipe Bibian, por “Presépio”
  • Melhor Roteiro: Anna Zêpa, por “Ressonância”
  • Melhor Montagem: Daniel Tancredi, por “A Pele do Ouro”
  • Melhor Atriz: Larissa Braga, por “Canto”
  • Melhor Ator: Genival Soares (“Belo Ouro”) e José Araújo (“Memórias com Vista para o Mar”)
  • Menção Honrosa: “Divino: sua alma, sua lente”
  • Júri Popular: “Memórias com Vista para o Mar”
  • Prêmio Mato UNO: “Mapago”, de Marcus Teles

Prêmios Especiais

  • 2º Prêmio Dira Paes: Tatiana Rei
  • Prêmio Excelência de Projeção: José Luiz Almeida