Cine Ninja Indica: 10 filmes dirigidos por cineastas negras
No Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, reunimos obras essenciais de cineastas que transformam o audiovisual com narrativas sobre identidade, memória, resistência e ancestralidade
Por Rayssa Candido
Celebrado em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é uma data de reconhecimento, resistência e valorização das contribuições das mulheres negras para a cultura, a política e a sociedade. No cinema, essas diretoras constroem narrativas que desafiam estereótipos, preservam memórias e ampliam a representatividade nas telas, contando histórias que, por muito tempo, foram silenciadas.
Para celebrar a data, o Cine Ninja Indica reuniu 10 cineastas negras latino-americanas e caribenhas e uma obra de destaque de cada uma. A seleção não pretende esgotar a riqueza dessas produções, mas servir como um ponto de partida para quem deseja conhecer mais sobre o cinema feito por mulheres negras em nossa região.
Adélia Sampaio (Brasil)
“Amor Maldito” (1984)
Primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra no Brasil. O filme aborda preconceito, sexualidade e justiça.
Sara Gómez (Cuba)
“De Cierta Manera” (1974)
Um clássico do cinema cubano que discute racismo, machismo e desigualdade social.
Euzhan Palcy (Martinica)
“Rue Cases-Nègres” (“Sugar Cane Alley”) (1983)
Sua obra mais premiada, retrata infância, racismo e colonialismo na Martinica.
Sabrina Fidalgo (Brasil)
“Rainha” (2016)
Curta-metragem premiado internacionalmente que aborda racismo, identidade e pertencimento.
Glenda Nicácio (Brasil)
“Café com Canela” (2017)
Um dos filmes brasileiros mais premiados da última década, sobre afeto, luto e comunidade negra.
Yasmin Thayná (Brasil)
“Kbela” (2015)
Curta-metragem que se tornou um marco do cinema negro brasileiro ao tratar da autoestima e da identidade da mulher negra.
Everlane Moraes (Brasil)
“A Gente Acaba Aqui” (2013)
Documentário premiado sobre relações familiares, trabalho e cotidiano.
Johanné Gómez Terrero (República Dominicana)
“Sugar Island” (2024)
O filme aborda racismo, colonialismo, ancestralidade, direitos trabalhistas e a resistência das comunidades afro-caribenhas, combinando realismo e elementos espirituais.
Viviane Ferreira (Brasil)
“Um Dia com Jerusa” (2020)
Longa-metragem muito elogiado que retrata o encontro entre duas mulheres negras de gerações diferentes em São Paulo.
Renata Martins (Brasil)
“Aquém das Nuvens” (2022)
Drama sobre migração, identidade e laços familiares.
Essas são apenas algumas das muitas realizadoras que vêm fortalecendo o cinema negro latino-americano e caribenho, ampliando perspectivas e transformando as narrativas do audiovisual na região.



