Após mais de duas décadas de trajetória na música, a cantora, compositora e educadora musical Giselle Couto acaba de lançar seu novo single, “Pela Estrada”, já disponível nas principais plataformas digitais de streaming. A canção marca um novo momento na carreira da artista e traduz, em melodia e poesia, uma reflexão madura sobre os caminhos percorridos, os aprendizados acumulados ao longo da vida e os encontros que redefinem destinos.

Com produção musical de Thiago Delegado, a composições assinada por Dudu Nicácio, Fabinho do Terreiro e Evair Rabelo mistura elementos da MPB com a cadência afro-brasileira do ijexá, criando uma atmosfera sonora acolhedora, sensível e profundamente conectada às raízes da música brasileira.

“É muito bom estar satisfeito com o caminho que abrimos pra nós mesmos. E esse single vem pra celebrar esse momento de vida como um todo”, afirma Giselle. A letra da música aborda a trajetória de quem atravessa desafios, saudades e transformações até compreender que cada experiência teve papel fundamental na construção de sua identidade. O refrão sintetiza esse sentimento de entrega e confiança diante da vida: “Eu vou pela estrada, sigo meu caminho. Eu não vou sozinha, Deus me acompanha. Eu não peço nada, agradeço ao mundo e com meu escudo mal não me arranha”.

Canção acompanha artista desde 2018

Embora o lançamento aconteça agora, “Pela Estrada” faz parte da vida de Giselle Couto há vários anos. A artista conta que conheceu a música em 2018, durante um projeto voltado para sambas autorais realizado ao lado de músicos da cena belo-horizontina. “Essa canção me acompanha desde 2018, quando tive um projeto de sambas autorais com amigos do samba BH. Fazia parte do meu repertório desde então”, relembra.

Ao decidir registrar a faixa em estúdio, Giselle buscou preservar a essência emocional da composição. Segundo ela, o diálogo criativo com Thiago Delegado foi fundamental para encontrar a sonoridade definitiva da gravação. “Para a gravação, a única coisa que pedi ao Thiago Delegado foi que tivéssemos acordeon. A partir daí, ele fez o arranjo respeitando muito o caminho que a própria canção sugere. Então definimos como ritmo o ijexá, que dialoga profundamente com a música popular brasileira”, explica.

Espiritualidade, afeto e pertencimento

Um dos pontos centrais da música é a presença da espiritualidade como força de proteção e direcionamento. Na narrativa da canção, seguir pela estrada também significa confiar nos próprios propósitos e reconhecer os sinais do caminho. “Eu entrego minhas escolhas e propósitos e acredito que a espiritualidade e o caminho sempre agem ao meu favor”, destaca a cantora.

Reconhecida como uma das vozes de destaque do samba mineiro contemporâneo, Giselle afirma que a aproximação com o ijexá e outros elementos da música brasileira acontece de forma natural e coerente com sua trajetória artística. “Essa extensão é natural. Está bem conectada à minha essência criativa e à minha vontade de me conectar cada vez mais com a música brasileira”, diz.

Novo single consolida fase de maturidade

Com três discos gravados e um trabalho audiovisual lançado, Giselle Couto construiu uma carreira marcada pela valorização do samba e da cultura popular brasileira. Nos últimos anos, a artista também se dedicou a releituras e projetos ao vivo voltados ao gênero. Agora, “Pela Estrada” surge como símbolo de continuidade e amadurecimento, sem romper com as raízes que consolidaram sua identidade musical.

“Acredito que o público não vai sentir muita diferença, porque meus últimos trabalhos já eram focados no samba e em releituras ao vivo. Esse novo trabalho explora o ijexá, que apesar de ser um rótulo distinto também tem raízes afro-brasileiras”, comenta. Para a cantora, o single representa um momento de reconhecimento da própria caminhada. “Depois de mais de 20 anos, esse single representa olhar pra trás, ver que tudo valeu a pena e seguir”, finaliza.

Sobre a artista

Giselle Couto é cantora, compositora e educadora musical. Com mais de 20 anos de carreira, é considerada uma das vozes de destaque da cena do samba mineiro contemporâneo, sendo presença frequente em importantes projetos e palcos de Belo Horizonte. A artista possui três discos gravados e um trabalho audiovisual lançado, consolidando uma trajetória marcada pela valorização da música brasileira e das matrizes afro-brasileiras.