Na última semana, o IBGE divulgou novos dados sobre analfabetismo no Brasil, a partir das informações da PNAD Contínua Educação, e eles mostram avanços importantes no cenário educacional brasileiro. O país registrou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, com 5,3% da população acima de 15 anos sem saber ler e escrever.

Além disso, o país também registrou crescimento no percentual de pessoas que concluíram a educação básica e aumento entre aquelas que alcançaram o ensino superior. São indicadores que demonstram que investir em educação gera resultados concretos para a sociedade.

No entanto, os mesmos números revelam uma realidade que ainda precisa ser enfrentada com urgência. As desigualdades raciais e sociais permanecem evidentes: enquanto pessoas brancas acumulam, em média, mais anos de estudo, a população negra segue encontrando maiores barreiras de acesso e permanência nos diferentes níveis de ensino.

É justamente aí que iniciativas desenvolvidas pela nossa querida Verde e Rosa ganham relevância. Historicamente, sempre fomos comprometidos com as pautas sociais, fomentando a luta contra as desigualdades por meio da educação. Um dos principais exemplos é a parceria com a Universidade Celso Lisboa, que amplia o acesso ao ensino superior dentro da comunidade, criando oportunidades para jovens e adultos que, muitas vezes, encontram dificuldades para ingressar e permanecer na universidade.

A experiência da Mangueira demonstra que a transformação social acontece quando instituições culturais assumem também um papel educativo. Iniciativas como essa fortalecem a autoestima, ampliam horizontes e contribuem para romper ciclos históricos de exclusão. Quando a universidade chega à favela, ela não leva apenas diplomas; leva perspectivas de futuro.

Os números do IBGE mostram que o Brasil está avançando, mas também deixam claro que ainda há um longo caminho a percorrer. Para reduzir desigualdades de forma efetiva, é preciso ampliar políticas públicas e fortalecer projetos que aproximem educação e território.

A educação continua sendo o instrumento mais poderoso para garantir mobilidade social, cidadania e desenvolvimento. E exemplos como o nosso, da Velha Manga, provam que essa transformação pode começar onde a população mais precisa dela: dentro das comunidades.