A tecnologia a serviço das pessoas, jamais o contrário
Sleeping Giants Brasil completa seis anos combatendo a desinformação e defendendo tecnologias a serviço das pessoas.
Em 18 de maio de 2020, há exatos seis anos, o Sleeping Giants desembarcou no Brasil de forma barulhenta. Apenas no primeiro mês de atividade, a iniciativa pautou a imprensa brasileira com mais de mil inserções espontâneas na mídia. Mais do que isso, o movimento promoveu uma mudança sistêmica na dinâmica do mercado publicitário, até então pouco ou nada acostumado a avaliar a qualidade dos espaços para os quais distribuía sua publicidade.
No mesmo período, a organização mobilizou atores importantes. Em 2020, suas ações levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) a iniciar um processo contra o Banco do Brasil, após a então administração do banco ceder à pressão de Carlos Bolsonaro e Fabio Wajngarten para veicular publicidade em um veículo de mídia com atuação desinformativa. Naquele ano, o movimento também notificou a CPP Investments, fundo de pensão canadense e acionista da PagSeguro, em razão da decisão da empresa de continuar processando a venda de um curso criminoso de Olavo de Carvalho — mesmo depois de sua concorrente, a PayPal, ter rescindido o contrato com o guru da extrema direita brasileira.
Desde então, o Sleeping Giants Brasil colocou à prova diversos interesses poderosos. A organização removeu mais de 200 anunciantes de Sikera Jr. e da Jovem Pan, notificou fundos de investimento acionistas de big techs como BlackRock e Vanguard e ajuizou ações contra diversas empresas em busca de reparação de danos à coletividade, entre elas Google, Meta, Telegram, Twitter e Spotify. Até aqui, mais de mil empresas se engajaram nas campanhas de desmonetização e removeram seus anúncios de veículos desinformativos, retirando mais de R$ 200 milhões desses sites de notícias falsas.
Hoje, a atuação da organização no país vai muito além das campanhas de desmonetização. Na área regulatória, o Sleeping Giants Brasil passou a encabeçar uma série de ações voltadas à regulação das plataformas digitais, desde o Projeto de Lei das Fake News até o ECA Digital, passando pelos projetos de lei de IA e de Mercados Digitais. Para enfrentar o monopólio das big techs, ajuizou uma Ação Civil Pública por abuso de poder econômico das empresas durante a votação do PL 2630 e participou de julgamentos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra abusos de poder econômico cometidos por Google e Apple.
A VazaBigTech, plataforma segura e anônima para denunciantes (whistleblowers), lançada em parceria com a Ctrl+Z, é um exemplo recente do desenvolvimento de novas tecnologias pelo Sleeping Giants. Outro é a AdsRay, tecnologia baseada em inteligência artificial para verificação da qualidade de espaços publicitários, criada em conjunto com a UnB e que será lançada ainda no primeiro semestre deste ano.
Ao longo desses seis anos de atuação, a organização se manteve atualizada, sempre guiada pelo propósito de regular as tecnologias digitais e garantir que estejam a serviço do povo brasileiro. A publicação de pesquisas, relatórios, notas técnicas e manuais faz parte desse esforço de comunicação qualificada e tem servido de base para pesquisadores, autoridades e veículos de imprensa.
O Sleeping Giants Brasil continuará cumprindo seu propósito nos próximos anos por meio da comunicação estratégica, da incidência na formulação de políticas públicas e do desenvolvimento de pesquisa e tecnologia. São esses pilares de ação que hoje movem a organização na defesa de um ecossistema digital que esteja, de fato, a serviço das pessoas, jamais o contrário.