“Eu clamo por justiça. A gente não sabe o que pode acontecer. O policial cometeu uma tentativa de homicídio contra meu cunhado, não pode ficar impune”, ressaltou cunhado de Nilton Ramon, beleado pelo PM Roy Martins Cavalcantti

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A família de Nilton Ramon de Oliveira, baleado pelo policial militar no Rio de Janeiro, Roy Martins Cavalcanti, pediu a Justiça proteção após intimidação feita por policiais. A esposa de Nilton foi alvo de coação enquanto concedia uma entrevista no Hospital Municipal Salgado Filho, onde o entregador está internado em estado grave.

“Ontem estávamos na porta do Salgado Filho e enquanto minha esposa dava entrevista no hospital, tinha policiais gravando ela, tirando foto, zombando e rindo. Na minha concepção, policiais são pagos para proteger, não coagir, e ela se sentiu coagida”, revelou Luiz ao jornal RJ1, da TV Globo.

Luiz também destacou que a família buscou assistência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para garantir medidas protetivas para ele e outros membros da família.

“Eu clamo por justiça. A gente não sabe o que pode acontecer. O policial cometeu uma tentativa de homicídio contra meu cunhado, não pode ficar impune”, ressaltou.

Em nota, a  Polícia Militar do RJ confirmou que tirou fotos, e que a “captação de imagens faz parte da rotina dos policiais em serviço nas ruas”.

O cabo da PM Roy Martins Cavalcanti, recusou a descer para buscar um pedido feito pelo aplicativo Ifood, e baleou Nilton na coxa. O jovem permanece internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.