Na primeira escalação de Lula para o comando dos ministérios em seu terceiro mandato, o petista anuncia os nomes para a Fazenda, Segurança Pública, Casa Civil, Relações Exteriores e Defesa

Lula anunciou os primeiros nomes dos ministérios de seu novo governo. Foto: Divulgação

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou na manhã desta sexta-feira (9) seus primeiros escolhidos para comandar ministérios em seu terceiro mandato e confirmou o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda, apostando em um político para negociar com o Congresso, dada a difícil situação das contas públicas no pós-Bolsonaro.

O anúncio contou com a presença do vice Geraldo Alckmin e a presidente do PT Gleisi Hoffamann. Os próximos nomes estão previstos para serem anunciados na diplomação de Lula na próxima segunda-feira (12). “Até domingo vamos fechar os nomes que vão governar este país a partir do próximo ano”, disse Lula. Vamos montar um novo governo brasileiro que seja a cara da sociedade brasileira em sua plenitude”, completou.

Ministério da Fazenda

O nome de Haddad enfrenta forte resistência entre os agentes econômicos e na indústria financeira, que preferia um técnico não petista no comando da economia, mas o ex-ministro da Educação tem acumulado créditos com Lula e o governo petista sinaliza que não irá se curvar aos especuladores da Faria Lima.

Haddad é um dos homens de confiança de Lula e assumiu a candidatura do partido à Presidência da República em 2018, após Lula ser declarado impedido de concorrer. Nas eleições deste ano, disputou o segundo turno para o governo de São Paulo, mas foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O ministério da Fazenda voltou a ser criado a partir do desmembramento do atual Ministério da Economia – que também dará origem às pastas de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Justiça e Segurança Pública

Na primeira convocação para o terceiro mandato de Lula, o Ministério da Justiça e Segurança Pública será comandado por Flávio Dino (PSB), ex-governador do Maranhão e senador eleito pelo mesmo estado.

Durante a transição de governo, o ex-governador foi o principal porta-voz do GT de Justiça e Segurança – anunciando, por exemplo, a intenção do governo de revogar decretos que facilitaram a compra e o porte de armas no país.

Casa Civil

Na Casa Civil, Lula escalou o governador da Bahia, Rui Costa (PT), que é ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos principais aliados e articuladores do presidente eleito – que também vem sendo apontado como possível ministro, mas também é cotado para ser líder do governo no Senado.

Rui Costa não disputou a reeleição neste ano porque já está no segundo mandato e também abriu mão de concorrer a outro cargo público (como o de senador) como parte das articulações políticas da coligação do PT no estado.

Itamaraty

Lula confirmou o nome do embaixador Mauro Vieira como o futuro ministro de Relações Exteriores.

Ex-chanceler de Dilma Rousseff, Mauro Vieira criou um vínculo definitivo com Lula nos momentos durante sua prisão e terá o desafio de retomar a imagem do Brasil no mundo.

Defesa e Forças Armadas

Lula definiu José Múcio, o futuro ministro da Defesa, e adiantou que irá fechar os novos comandantes das Forças Armadas para anunciar em breve.

O nome de Múcio foi elogiado por militares, mas encontrou resistência na ala petista. O ex-ministro do TCU é visto como perfil “conciliador” e de diálogo.

Entre 2007 e 2009, José Múcio foi ministro das Relações Institucionais no então governo Lula. Em outubro de 2019, ele passou a ocupar o cargo de ministro no TCU. Em janeiro de 2021, se aposentou.

Por cinco vezes, ele foi eleito deputado federal por Pernambuco. Ocupou esse cargo entre 1991 e 2007.

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