Livros, eleições e América Latina: a Feira do Livro 2026 começa amanhã no Pacaembu
Mídia NINJA fará cobertura especial da 5º edição da feira literária
A Praça Charles Miller, diante do Estádio do Pacaembu, se transforma amanhã no maior espaço de encontro literário de São Paulo em 2026. A quinta edição d’A Feira do Livro abre as portas neste sábado (30) e segue até 7 de junho, com entrada gratuita, programação que atravessa literatura, debate político e representatividade, além de uma novidade logística importante: transporte gratuito conectando o Pacaembu ao metrô durante todo o festival.
Neste ano, a Feira também organizou uma plataforma digital especialmente desenvolvida para explorar as programações oficial e paralela e os mais de 160 expositores participantes. A ferramenta está disponível no site d’A Feira do Livro, o afeiradolivro.com.br, e permite que os usuários conectem a programação diretamente à agenda, salvem horários e acompanhem tudo de modo mais integrado.
A edição reúne mais de 100 nomes nos palcos da programação oficial — o Palco da Praça e o Auditório do Museu do Futebol — em 200 atividades gratuitas distribuídas entre debates, oficinas e ações voltadas para crianças e jovens. Nos três Tablados Literários, mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições culturais, apresentam lançamentos, promovem sessões de autógrafos e organizam debates paralelos.

A América Latina entra em cena
Uma das apostas mais vigorosas desta edição é a presença de 17 autores vindos da Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Nigéria, Rússia, França, Portugal, Espanha e Estados Unidos. A colombiana Pilar Quintana lidera uma delegação continental que coloca o pensamento do subcontinente em diálogo direto com a literatura brasileira, reafirmando a vocação latino-americana do festival. O jornalista argentino Alejandro Droznes conversa com o historiador Fabio Luis Barbosa dos Santos sobre América Latina e futebol — debate que ganha peso extra com a Copa do Mundo de 2026 no horizonte.
Entre os demais convidados internacionais estão o italiano Sandro Veronesi, um dos principais nomes da ficção europeia contemporânea; o também italiano Stefano Mancuso, referência em não ficção científica; a argentina Paula Sibilia; o jornalista norte-americano Charles Duhigg; o historiador português Rui Tavares; e o acadêmico norte-americano Norman Finkelstein, voz incontornável no debate sobre história e direitos humanos. O pensamento indígena também marca presença: o escritor paraense Daniel Munduruku e a autora chilena do povo mapuche Daniela Catrileo trazem perspectivas que raramente ocupam os palcos dos grandes festivais literários do país.

A literatura brasileira em força
A produção nacional aparece em toda a sua amplitude: dos consagrados Ana Maria Machado, Nei Lopes e Silviano Santiago às vozes mais novas, como Ana Estaregui, Maria Brant, Bernardo Ceccantini e Ian Uviedo. Nomes fundamentais para o debate literário atual, como Cristhiano Aguiar, Jeferson Tenório, Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe, Gregorio Duvivier, Giovana Madalosso e Mariana Salomão Carrara, terão encontros com o público.
A não ficção reúne narradores atentos à vida contemporânea brasileira: Fernando Morais, biógrafo de Lula; Adriana Negreiros, autora da biografia de Dercy Gonçalves; Pedro Bial, que escreveu sobre Isabel do vôlei; Uirá Machado, biógrafo de Mequinho; além de Erika Palomino, Camilo Rocha e Gaía Passarelli. A cultura afro-brasileira atravessa diferentes eixos da programação — literatura, religião, filosofia e economia.
Ano eleitoral pauta os debates
Seria impossível ignorar o contexto: 2026 é ano de eleições gerais no Brasil, e a Feira do Livro não vai fingir que isso não existe. A programação incorpora o clima eleitoral de forma direta: jornais, revistas e podcasts levam às palestras e mesas alguns de seus principais nomes para entrevistar autores e analisar cenários políticos.
A Folha de S.Paulo assina a faixa “Folha na Praça”, com repórteres e colunistas do jornal entrevistando autores de política e cultura. Podcasts como Foro de Teresina (Piauí), 451 MHz (Quatro Cinco Um), Calma Urgente! (Estúdio Fluxo) e Rádio Companhia (Companhia das Letras) também estarão presentes com programação especial.
Acesso popular: ônibus gratuito até o metrô
Para ampliar o alcance do evento, a organização garantiu transporte gratuito conectando o Pacaembu ao metrô durante todos os nove dias da feira. A medida é fundamental em uma cidade onde a mobilidade urbana ainda representa uma barreira real de acesso à cultura, e sinaliza um compromisso para que o festival não seja apenas de quem mora perto ou tem carro.
Cobertura especial da Mídia NINJA
A Mídia NINJA estará na Feira do Livro 2026 com cobertura especial. Ao longo dos nove dias de evento, nossa equipe vai acompanhar os principais debates políticos e literários, entrevistar autoras e autores latino-americanos e registrar a movimentação das editoras independentes. Acompanhe o nosso especial.



