Porém, poucas semanas antes da viagem, o presidente dos EUA Donald Trump invade a Venezuela, sequestra o presidente Nicolás Maduro e inicia uma nova ofensiva contra Cuba, cortando o fornecimento de petróleo venezuelano que até então vigorava. Além disso, por meio da ameaça de tarifaço, constrange outros países a não fornecer petróleo a Cuba. Este contexto acaba por transformar a narrativa do filme. Em meio a esta grave crise energética, os documentaristas vão à Cuba tentar entregar as vídeo-cartas.

Foto: Foto de Yuri Cortez / AFP

Enquanto buscam maneiras de encontrar os destinatários, acabam por registrar este momento dramático da história de Cuba. Em Havana, enquanto buscam maneiras de viajar e para executar o plano inicial, acabam filmando a vida de profissionais da saúde (médicos e professores universitários) durante a crise, de modo a revelar os dramáticos efeitos do bloqueio.

Em paralelo a isso, dedicam-se a fazer filmagens e entrevistas que possam responder à uma pergunta que os acompanha desde o início do projeto: como essa pequena ilha do caribe, que há décadas enfrenta bloqueios e ameaças, conseguiu se tornar um exemplo mundial em políticas públicas de saúde e formação de médicos, conseguindo ajudar diversos outros países em situações emergenciais?

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