Eduarda Moiano transforma memória e território na exposição “Gente do Mar” sua primeira individual
A mostra reúne 17 obras em diferentes formatos, desenvolvidas a partir da pesquisa da artista sobre o Poço da Draga em Fortaleza e as relações afetivas, simbólicas e urbanas construídas ao redor do mar
A artista visual Eduarda Moiano transforma a pesquisa “Gente do Mar” em uma experiência sensível, afetiva e profundamente atravessada pela cidade em sua primeira exposição individual, que ocupa a galeria Letícia Parente, no Banco do Nordeste Cultural Fortaleza, a partir do dia 12 de junho. Com curadoria de Diego de Santos e Aluísio Lima, o trabalho reúne 17 obras em diferentes formatos e propõe um mergulho nas relações entre corpo, território e presença, tendo o mar como força central de memória, convivência e transformação urbana.
Nascida de uma relação íntima da artista com a praia, especialmente a Praia de Iracema, a pesquisa se expande para investigar como o mar molda afetos, reorganiza pertencimentos e produz cultura dentro da cidade. Em “Gente do Mar”, o desenho surge como linguagem central da exposição, criando uma atmosfera onde pessoas, paisagem e presença se encontram continuamente. “A pesquisa entende o espaço como um campo de disputa, afeto e construção contínua do presente”, explica Eduarda.




Dividida em núcleos, a exposição acompanha o percurso da própria investigação artística: parte de uma dimensão pessoal entre artista e mar, avança para as relações coletivas construídas na praia e alcança reflexões sobre memória, ocupação urbana e descaso histórico com determinados territórios da cidade. Sem impor um trajeto fixo, a mostra permite que o visitante atravesse essas camadas livremente, reconhecendo nelas experiências compartilhadas do cotidiano.
A praia e a Ponte Velha (antiga Ponte dos Ingleses) aparecem como símbolos centrais da pesquisa e tornam-se espaços vivos de encontro, trabalho, lazer e permanência. “A ponte funciona quase como um corpo vivo, onde as presenças deixam marcas”, afirma a artista. A partir dessas imagens e observações, a exposição transforma vivências em desenhos e objetos que convidam o público a perceber as dinâmicas afetivas que atravessam o litoral urbano.
“Expor essa produção é a realização de um sonho. Significa colocar essas narrativas e esses territórios dentro de um espaço institucional relevante para a cultura da cidade”, diz ela. Com forte dimensão afetiva, “Gente do Mar” cria identificação imediata com o público. “O afeto é a bússola”, resume a artista. “A pesquisa nasce justamente da observação dessas pequenas relações construídas entre pessoas, cidade e mar.”
Serviço
Exposição “Gente do Mar” — Eduarda Moiano
Abertura: 12 de junho de 2026, às 17h
Visitação: até 18 de julho de 2026
Local: Banco do Nordeste Cultural
Curadoria: Diego de Santos e Aluísio Lima
Entrada gratuita



