Foto: Danilo Quadros

Lula foi vítima de um julgamento iníquo, com provas frágeis, seguido de uma interpretação canhestra da Constituição Federal de 1988, que permitia, erroneamente, a execução da sentença de prisão após julgamento em segunda instância, antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Tudo feito sob encomenda, para que ele não pudesse disputar as eleições de 2018, abrindo caminho para a vitória de Jair Bolsonaro (PSL).

O STF permitiu e foi conivente com a ilegalidade. Se viu acuado perante a opinião pública, diante de toda a força da manipulação midiática que dava suporte aos abusos da Operação Lava-jato. Contudo, graças às revelações da #VazaJato, o ânimo dos ministros começou a mudar. Constataram o óbvio: quem compactua com o Capeta, sempre se dá mal, a não ser o próprio Demônio que, além de eterno, tem um inferno inteiro para cuidar.

A milícia digital composta de trolls, bots, robôs e perfis falsos, que assegurou a eleição de Bolsonaro às custas do disparo em massa de muita fake news, financiado com caixa dois eleitoral, está pra lá de acuada: tem uma CPI prestes a colocar “um cometa inteiro no rabo” deles – para usar a expressão grotesca de Queiroz – revelando ao povo aquilo para o qual o TSE fez questão de fazer vista grossa.

O avanço das investigações sobre o assassinato de Marielle Franco, sobre o caso Queiroz, sobre o Laranjal do PSL, e sobre sua milícia digital tira o sono de Bolsonaro e de seus filhinhos mimados, cujo envolvimento com funcionários fantasmas, financiamento ilegal/caixa dois de campanha e com milicianos é histórico.

Além dos desmandos, da profusão diária de bobagens e da incapacidade de fazer gestão pública de Bolsonaro, os ajustes fiscais cruéis de Paulo Guedes e sua turma, que tira dos pobres para dar aos ricos, começam a ser sentidos pelo povo. A receita que tentam aplicar aqui é a mesma cantada em verso e prosa como modelo a ser seguido e que deu errado no Chile e na Argentina, levando o povo às ruas para defender os seus direitos.

Lula Livre é a esperança de termos o maior Líder do mundo ajudando a conduzir as forças progressistas e de esquerda do Brasil rumo às disputas de 2020. Não à disputa do poder pelo poder. Mas à disputa que pode conferir o poder a quem tem capacidade de promover mudanças que tragam equilíbrio entre a eterna necessidade de se promover ajustes fiscais e nas contas públicas, sem o sacrifício dos direitos dos trabalhadores e da população.

Glenn Greenwald merece um prêmio! O PT e a esquerda resistem.

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