Tive um primeiro contato mais próximo com a socióloga Vilma Reis para uma entrevista no formato pingue-pongue (pergunta e resposta) e publicada em uma página inteira para o jornal A Tarde onde trabalhei como repórter por 17 anos. Não lembro ao certo o ano, pois mantive o péssimo hábito de não guardar mesmo as cópias dos textos que me marcaram de alguma forma dentre os muitos que minha produção para um jornal diário fez nascer. A conversa era sobre violência policial a partir da dissertação de mestrado de Vilma Reis intitulada Atucaiados pelo Estado: As políticas de segurança pública implementadas nos bairros populares de salvador e suas representações 1991-2001, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em seu trabalho, Vilma Reis se concentra, especialmente, na morte de jovens negros em determinados locais da capital baiana, que têm como característica a falta de políticas públicas básicas como educação, espaços de lazer e alta concentração de pobreza.

Entre os vários temas abordados em uma conversa hipnotizante devido ao estilo em que Vilma Reis articula dados, embasamento teórico, referências musicais, literárias e histórias chegamos a uma tema do qual jamais me esqueci: o impacto das mortes desses meninos muitos jovens- 14 anos tinham alguns e um dos mais velhos tinha acabado de passar dos 30 anos- na trajetória de suas mães. Lembro bem quando Vilma Reis disse:  “Olhei para os olhos de algumas dessas mulheres e a minha impressão é que a suas almas não estavam mais ali”.

Frequentemente tenho me lembrado dessa afirmação, em casos seguidos de mortes pela violência policial, como as de Agatha Félix, 8 anos, e João Pedro Matos Pinto, 14 anos. Nesses dois episódios a polícia nem pode recorrer, como nos casos investigados por Vilma Reis, à desculpa de “envolvimento com o crime”, sempre recorrente, mas que diante da sua crueza e falta de evidências mais fortes não há comoção equivalente à brutalidade.  Não há protestos em grande escala diante dessas mortes e das violências que cercam os detalhes: tiros em série como se fossem para não deixar vestígios desses corpos indesejados para tantos e tantos segmentos do que a gente chama de “sociedade brasileira”, mas que cada vez mais é uma anomalia temperada pelo ódio a quem incomoda. E o que dizer da chocante queda para a morte de Miguel Otávio de Santana, 5 anos, após ser deixado sozinho no elevador por Sarí Corte Real, patroa de sua mãe, Mirtes Renata Santana? Ela havia deixado o filho sob os cuidados da empregadora porque lhe foi ordenado passear com o cachorro de estimação da família para quem trabalhava.

Eu sempre observo os olhos  de Mirtes Renata Santana nas entrevistas que ela tem concedido. E me lembro imediatamente da observação de Vilma Reis.  É um olhar parecido ao de Vanessa Sales Félix e Rafaela Coutinho Matos, mãe de Agatha e João Pedro, respectivamente, nas entrevistas sobre os crimes brutais que as separaram de forma irreparável das suas crianças Eu não tenho filhos e, portanto, não posso sequer me aproximar de imaginar a dor dessas mulheres, mas ao ver aquela tristeza dos olhos brigando com a “fala” de que o que resta agora é “lutar por justiça” a minha conexão é imediata com o que identifico que tem sido a batalha ancestral das mães negras : lutar contra a morte e não apenas a que chega pelas balas, mas a que se esgueira de outras formas. Tem a que se materializa pelo encontro pernicioso do racismo com a lesbofobia, homofobia e transfobia; a  que condena à pobreza e confinamento nos locais em que o estado não se faz presente se não for em situações muito pontuais, especialmente o controle por meio do seu aparato de força; na negação ao acesso à saúde que, quando não mata precocemente prepara as bases para atacar pelas doenças que se reforçam sem assistência preventiva como a hipertensão que leva ao AVC, ao infarto e já não dá forças, ali pelos 60 anos, para continuar cuidando das suas e seus. E tem ainda o cerceamento do acesso à informação para os controles mais perniciosos das consciências, como tem ocorrido durante essa pandemia com a distribuição irresponsável de remédios sem confirmação científica para cura ou de abertura de comércio sob uma falsa ideia de aquecer economia. São muitos e muitos ataques para minar a existência dessa gente que é considerada o problema central das elites econômicas, hipócritas que não sobrevivem um dia sem essa força de trabalho, especialmente o doméstico, que faz as suas casas funcionarem sem remuneração adequada e outras violações graves de direitos.

Vítimas das violências cotidianas

A morte, especialmente a de negros e indígenas é a obsessão de vários segmentos desse país passando por seus tempos de colônia, depois império e por fim república. Se não tiveram sucesso completo com tantas e tantas opressões continua-se a tentar com formas nem tão sofisticadas, como o velho discurso da ameaça de quem mora nos morros, favelas e comunidades ao bem estar e segurança dos “cidadãos de bem”. É duro, mas o que resta é continuar a caminhar em meio a uma profunda tristeza e ao mesmo tempo não ceder a ela.

Rio de Janeiro – Protesto pela morte dos cinco jovens assassinados por PMs. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilÉ como diz a canção Disparada, especialmente na versão lindamente interpretada por Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho:  “Aprendi a dizer não/ver a morte sem chorar/a morte e o destino/ tudo/ a morte e o destino/tudo/ estava fora de lugar/eu vivo pra consertar”. E é isso. A gente vive de aprender a consertar o que está fora de lugar, inclusive essa negação do nosso direito básico de existir. 

E de onde vem essa força? Das lutas do passado. Quando se proclama em meios ativistas “nossos passos vêm de longe” a ideia não é “lacrar” nas redes sociais, mas reconhecer as batalhas, estratégias e vitórias de quem veio antes nessa luta contra as armadilhas da cultura da morte. Isso é certeza, inclusive do ponto de vista místico. Nas religiosidades e festas, especialmente as recheadas de licenças e transformações promovidas pelos  elementos das culturas afro-brasileiras, podemos refletir sobre as formas de  afastar o medo da morte e, se ela por acaso, nos der um forte golpe saber como continuar existindo, mesmo que a alma dolorida vez por outra apareça no olhar. 

Vencendo Iku 

É como diz a canção Disparada, especialmente na versão lindamente interpretada por Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho:  “Aprendi a dizer não/ver a morte sem chorar/a morte e o destino/ tudo/ a morte e o destino/tudo/ estava fora de lugar/eu vivo pra consertar”. E é isso. A gente vive de aprender a consertar o que está fora de lugar, inclusive essa negação do nosso direito básico de existir.

E de onde vem essa força? Das lutas do passado. Quando se proclama em meios ativistas “nossos passos vêm de longe” a ideia não é “lacrar” nas redes sociais, mas reconhecer as batalhas, estratégias e vitórias de quem veio antes nessa luta contra as armadilhas da cultura da morte. Isso é certeza, inclusive do ponto de vista místico. Nas religiosidades e festas, especialmente as recheadas de licenças e transformações promovidas pelos  elementos das culturas afro-brasileiras, podemos refletir sobre as formas de  afastar o medo da morte e, se ela por acaso, nos der um forte golpe saber como continuar existindo, mesmo que a alma dolorida vez por outra apareça no olhar.

Festa para Obaluaê-São Roque na Igreja de São Lázaro, em Salvador. Foto: Carol Garcia/GOVBA

Já no Santuário de São Roque e São Lázaro, na Federação, as mulheres negras e idosas são maioria no dia da festa. Na conversa que já tive com algumas delas, observei a constância dos pedidos  para a cura de problema nas articulações, especialmente as pernas. Para mulheres que, mesmo acima dos 60 anos, precisam trabalhar para aumentar a renda ou substituir a aposentadoria que não veio, porque os trâmites são cada vez mais difíceis para cumprir,  pois as avós costumam ser chefas de famílila, ficar sem   poder andar ou usar as mãos tem característica de tragédia.

Os cultos a divindades africanas e a São Roque e São Lázaro se encontraram porque no lugar próximo à igreja que hoje abriga a devoção funcionou um “lazareto”, onde ficavam doentes pobres, especialmente os que sofriam de doenças infecciosas, sobretudo as que afetam a pele como a varíola. No período já havia africanos que conheciam bem as suas próprias divindades dedicadas à cura e que, numa filosofia que não separa corpo e alma, mas observa como a doença de um afeta o outro, é preciso também recorrer à materialidade, especialmente da ciência contida em folhas, por exemplo.

Segundo as narrativas de alguns dos povos nagôs, Omolu, ainda criança, acorrentou Iku, a morte. Transformou-se em uma divindade que conhece, portanto, os mistérios que envolvem saúde, doença e cura e como se dão os desfechos que aproximam, mas também podem afastar Iku. É por isso que quem tem paciência para ver a Festa de São Roque para além das descrições mais aparentes presencia um evento único, mas que, também esse ano não poderemos celebrar. Trata-se do encontro entre a procissão de São Roque e a Caminhada Azoany. Este é uma divindade do povo jeje, mas muito semelhante ao nagô Omolu. Os participantes da caminhada saem do Pelourinho- percorrendo cerca de cinco quilômetros- para encontrar, na esquina da Escola Politécnica da Ufba, a procissão católica. Há uma pausa e os participantes da caminhada fazem uma saudação aos integrantes da procissão que, em seguida, repetem o gesto. Depois, cada grupo segue em uma direção diferente: a Azoany caminha em direção à igreja; já a procissão vai em direção às imediações do Cemitério Campo Santo para depois retornar ao santuário.

A Ilha de Itaparica, por onde se chega de Salvador pelo mar no tempo de 40 minutos a uma hora, dependendo da embarcação, é o endereço de um culto único dentre as variações das religiões de matrizes africanas: a celebração aos eguguns, os ancestrais, que retornam à terra para  cuidar da proteção de sua extensa família. Não se trata apenas da biológica, como os diferentes ramos da família  Daniel de Paula, que é protagonista na resistência desse culto, mas os “parentes” que as agruras da diáspora forçada legaram. Como afirma Balbino Daniel de Paula, um alto sacerdote desse culto no Terreiro Ilê Agboulá, que já integra o seleto grupo dos dez terreiros reconhecidos como patrimônio brasileiro pelo Ipahn, o culto é uma demonstração de como a morte é mais um ciclo da vida. Nos ritos dessa tradição, os eguguns, devidamente protegidos por adereços especiais, dançam e confraternizam com sua família espiritual, enquanto dão conselhos e  esperança de que é possível vencer os desafios para viver até o dia que foi marcado no fio da vida. Essa interação é vigiada de perto pelos sacerdotes chamados ojés, preparados para mostrar que essa troca entre mundos tem regras muito específicas e cuidadosas.

No culto de eguguns o sacerdócio é restrito aos homens, mas as mulheres  participam de ações outras e que também são fundamentais para manter o sistema funcionando. A antropóloga Juana Elbein dos Santos, em seu livro Os nagô e a morte, um estudo pioneiro sobre esse culto, afirma que, mesmo com essa restrição à participação feminina no comando dos ritos,  tudo é feito de forma equilibrada no campo do gênero, pois, nele, a morte é considerada um elemento masculino.

Outra divindade que tem um espaço primordial nesses cultos relacionados a ancestralidade é Nanã Buruku. No candomblé ela é a senhora das águas mais escuras, especialmente as lagoas e os mangues. Nanã é tida como uma iyabá (divindade feminina) anciã, que detém a autoridade de um conhecimento e domínio sobre a matéria prima dessas águas que guardam sobretudo a capacidade de gerar a vida em suas fases primordiais. As águas de um mangue fervem de diversidade e de alimento para um ecossistema que garante a subsistência especialmente de povos tradicionais como as marisqueiras.

Por uma boa morte 

De Cachoeira, uma cidade situada a 120 quilômetros de Salvador, no chamado recôncavo, também vem uma devoção, que no extremo do culto aos eguguns, é mantida por uma organização integrada apenas por mulheres: a venerável irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte. Durante o período de 13 a 17 de agosto, mas especialmente nos dias 13, 14 e 15, a cidade recebe visitantes, inclusive de outros países, para assistir a uma série de ritos da festa cercada de detalhes que encantam, intrigam e é protagonizada por cerca de 20 mulheres negras e já acima dos 50 anos.

“A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte de Cachoeira está intrinsecamente ligada à Vida e à Morte. Seus símbolos, roupas, comidas e rituais fazem menção a essa passagem espiritual do Aiyê ao Orum. (…)

Nanã é a mãe e Obaluaê, seu filho, o Senhor da terra e também regente da saúde, aquele que cuida do corpo, mas também conduz o espírito do morto junto com Oxalá para o Aiyê. Seria ele o dono da casa da Irmandade e ela, a própria representação de Nossa Senhora da Boa Morte, a “santinha”. (…).

Após o último dia festivo, as irmãs entregam às águas, em forma de presente, flores perfumadas, renovando, assim, compromisso com a continuidade da vida”.

Os trechos acima são do texto intitulado Organização hierárquica e relação de poder, da historiadora e mestra em Cultura e Sociedade, Magnair Santos Barbosa. O artigo integra o volume que apresenta o laudo que levou o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) a reconhecer a Festa da Boa Morte como uma manifestação que necessita de salvaguarda pelo Estado. A festa e também a trajetória da irmandade estão cercadas de perspectivas ricas em diferentes direções: do ponto de vista ritual e simbólico revive os eventos relacionados ao dogma católico da assunção de Maria- considerada o único ser humano que não conheceu a morte física, mas apenas dormiu até o momento de ser elevada ao céu. Assim as irmãs, no dia 13, participam da missa da “dormição”; no dia seguinte realizam o enterro de Nossa Senhora com a procissão pelas ruas da cidade; e no terceiro dia celebram a vitória da vida com Nossa Senhora da Glória sendo levada em triunfo. As  irmãs desfilam com seu traje de gala (nas cores vermelho, preto e batas brancas do fino richelieu, além de muitas joias). Em alguns anos, logo após a distribuição da feijoada- todos os ritos são marcados por distribuição de comida para o público da festa- vez por outra elas colocam suas “saias de crioula” para celebrar com samba de roda. É a tradução de ritos católicos, mas que nem por isso abandonou as religiosidades de seus povos de origem e suas redes de solidariedade.

Festa da Irmandade da Boa Morte em Cachoeira, Bahia, 1º dia (irmãs de branco). Foto: Elói Correa, Secom/Gov. Bahia

As irmandades negras surgiram como uma forma controle dos africanos a partir da religião pelos colonizadores portugueses. Eram associações adaptadas das associações de leigos compostas por brancos, mas que tinham funções muito específicas, especialmente as funerárias. As igrejas eram lugares também para sepultamentos. No violento sistema escravocrata seria inimaginável africanos e depois seus descendentes integrarem as irmandades criadas para brancos. Esses espaços tornaram-se, portanto, redes de solidariedade, de reforço dos laços feitos nas diásporas e  fundamentais para quem chegava sem nenhuma referência, inclusive familiar. As irmandades negras também foram mediadoras de emancipação por conta de suas juntas de alforria, que funcionavam por meio de um complexo sistema de poupança e resgate, fundamental, especialmente, para os “escravos de ganho”, que trabalhavam sob a promessa de ter acesso a parte da renda do que ganhavam por seus serviços para conquistar a sonhada liberdade.

Na Irmandade da Boa Morte estavam as mulheres que muitas vezes conseguiam, além da emancipação, enriquecer e por isso eram chegadas “negras do partido alto”. Na instituição permitida pelo sistema opressor criaram, sedimentaram e deram esperança a que pelo menos algumas e alguns dos seus conquistassem a “boa morte”, ou seja, aquela que chega na “hora certa” para quem já muito viveu, sem sofrimento ou violência. De alguma forma conseguia-se em uma estrutura tão violenta aplacar ou acorrentar Iku.

Na associação das senhoras de Cachoeira entra quem tem relações de parentesco com as integrantes e cumpre uma série de requisitos ; é necessário estar na faixa dos 50 anos, pois há muitos segredos nos cultos relacionados à ancestralidade na sua face feminina que conectam mistérios não revelados aos olhos de não- iniciados na intimidade da irmandade. O que aparece na festa é a parte católica, mas a ancestralidade afro-brasileira está ali muito evidente para os olhos que conseguem ver o que se pode mostrar um pouco mais.

Festa da Irmandade da Boa Morte em Cachoeira, Bahia, 2º dia. (irmãs de branco e preto). Foto: Elói Correa. Secom/Gov. Bahia

E é assim que, mesmo sem saber, a gente espera que de alguma forma essas conexões encontrem os olhos castigados  pela tristeza da  dor que não tem nome (não há palavra em português para uma mãe que perde uma filha ou um filho)  de Mirtes Renata Santana, a mãe de Miguel, 5 anos; Vanessa Sales Félix, a mãe de Agatha, 8 anos; e  Rafaela Coutinho Matos, a mãe de João Pedro, 14 anos. Há tessituras e fios invisíveis nas muitas resistências para amparar, solidarizar, mas ao mesmo tempo  fazer agir, seja pela esperança de conseguir justiça para a perda irreparável; ou na esfera mágica, que também sustenta e alimenta a luta concreta para que, um dia, as nossas e nossos crianças, jovens, adultos e idosos não mais temam a morte, quando entendida como um fim inevitável.

Quando uma menina negra entende um pouco mais do que move aquelas senhoras amparando-se umas às outras para vencer o calçamento irregular de paralelepípedos nas ruas de Cachoeira, durante a Festa de Nossa Senhora Boa Morte, movem-se fronteiras muitos especiais e Iku perde mais força. Quando o acesso ao conhecimento por Vilma Reis se dedica a descortinar os meandros do porquê o aparato de segurança do Estado costuma caçar os filhos e netos das herdeiras de africanas e africanos  de forma tão brutal e sádica,  podemos  abrir os olhos para o  além de aceitar a “morte como destino ou fatalidade”. E assim a roda gira, de forma dura e massacrante, infelizmente é verdade, mas vamos compreendendo também como travar essa guerra complexa. O racismo mata, mas a cada olhar mais cuidadoso para as lições das nossas ancestralidades sabemos também que é possível derrotá-lo escancarando seus macabros pactos terrenos. Tudo isso muitas vezes iluminado pelas religiosidades, especialmente as afro-brasileiras.

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