Queremos usar a coluna de hoje para agradecer os mais de 46 mil votos de confiança e esperança que foram depositados para que a Bancada Feminista do PSOL se elegesse como a segunda maior candidatura do PSOL em São Paulo.

Estaremos com Erika Hilton, Luana Alves, Toninho Vespoli, Celso Gianazzi e o Quilombo Periférico nesta nova bancada do partido – três vezes maior que a que temos hoje! – na Câmara Municipal em 2021.

As mulheres unidas têm poder: sabemos pelas que vieram antes de nós; sabemos pelo grito de milhões que organizamos no #EleNão; confirmamos de novo, dias atrás, pela nossa luta por justiça para Mari Ferrer em todo o país. Nosso feminismo existe onde há injustiça.

A Bancada Feminista estará não só com as mais de 46 mil pessoas que nos fortaleceram nos mais diversos bairros de São Paulo, mas também com tantas outras, apostando na defesa de um projeto feminista para os 99%: um plano de vida e dignidade para maioria de quem vive na cidade, todos que dependem do próprio sustento para sobreviver e que, hoje, vivem sob o risco permanente do luto e do desemprego.

Seremos as porta-vozes do projeto de renda básica emergencial paulistana, da bandeira da educação e saúde públicas, da justiça socioambiental, dos direitos da população LGBTQIA+ e da reformulação da segurança pública, afirmando a importância das vidas negras.

Levamos a sério o nosso princípio de coletividade: somos mulheres oriundas dos mais diversos espaços vivenciados pela classe trabalhadora. Estamos no chão das escolas, nos hospitais públicos, nos bairros das periferias, nos empregos precários. Acreditamos que nossa união é maior do que simplesmente a nossa soma.

Esse critério que apostamos para a formação do coletivo que compôs a candidatura também vamos utilizar na condução da mandata: além de nos dividirmos nas atividades políticas e parlamentares, também vamos abrir a mandata, através de plenárias regulares, aos movimentos sociais, coletivos e pessoas que queiram construir conosco a resistência aos retrocessos e o avanço das lutas sociais no parlamento e nas ruas.

O povo de São Paulo que não aguenta mais Bolsonaro e o PSDB pode contar conosco nas ruas, nas redes e na Câmara para fazer avançar um projeto de justiça social e de denúncia dos ataques aos nossos direitos sociais e democráticos.

Neste momento, estamos empenhadas para fazer virar o jogo em São Paulo e eleger um projeto de esperança, de defesa da vida e da igualdade social, representado por Guilherme Boulos e Luiza Erundina no segundo turno da eleição para prefeitura. Não mediremos esforços nas duas próximas semanas. O que está em questão é transformar São Paulo na capital da resistência no Brasil. Vamos fazer essa história acontecer.

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