Bernardo Gonzales

De sapatão a transmasculino: um texto sobre orgulhar-se

Eu tive durante 18 anos muito medo de me assumir, não enquanto transmasculino porque na minha cabeça isso nem existia, mas enquanto sapatão, que era o mais próximo do que eu poderia ser com o corpo que tinha.

Cavalo de Troia

Lembro-me dos sentimentos que atravessaram minha existência quando resolvi assumir minha transição de gênero. Meu nome era Bianca, lésbica separatista, anarquista e que há alguns anos acumulava certas dores e angústias em relação à heterossexualidade, sobretudo, a masculina e seus comportamentos abusivos e legais perante o resto do mundo.