Do universo de 90.256.461 eleitores, 36.685.630 (55,41%) votaram A FAVOR do sistema presidencialista de governo e 16.415.585 brasileiros (24,79%) votaram no parlamentarismo, através de plebiscito nacional realizado em 21 de abril de 1993. Neste dia, o povo decidiu que, no Brasil, a forma de governo é a república e o sistema de governo é o presidencialismo.

Compete às Forças Armadas a defesa da Pátria de ameaça externa e garantir a independência de cada um dos poderes, pois só assim existirá a harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, sob a autoridade suprema do Presidente da República. Na hipótese de declarar guerra à agressão armada estrangeira ou de restabelecer a instabilidade institucional no país, Bolsonaro deverá ouvir os Conselhos da República e de Defesa Nacional, além de ter apoio de metade mais um dos membros do Congresso Nacional.

Constitucionalmente, como autoridade suprema Forças Armadas, Bolsonaro é o maior responsável pelas mais de cem mil mortes pela Covid-19 no Brasil. Quanto aos desmandos, ele sem dúvida foi a autoridade que mais violou todas as determinações do poder público destinadas a impedir a propagação da Covid-19 neste país. Desde março, infringiu medidas básicas, tais como o uso de máscaras e isolamento social, incentivando também “micaretas golpistas”, aglomerações à porta do Palácio do Planalto, replicadas nas avenidas Paulista e Atlântica.

Cabe registrar que, assim que membros de torcidas organizadas foram às ruas a fim de defender a democracia, aqueles “valentes” com suas micaretas desapareceram. Em flagrante covardia, embora tenham tomado a porta dos prédios do ministro Alexandre de Moraes e do youtuber Felipe Neto, não tiveram coragem de fazer o mesmo na sede da conhecidíssima Gaviões da Fiel, próxima à Marginal Tietê. “Com um cabo e um soldado” não são capazes de fechar a sede de uma torcida organizada, tampouco o Supremo Tribunal Federal. Covardes como os torturadores, que colocam num pau de arara uma pessoa amarrada dos pés a cabeça, sem nem poderem aparar uma porrada, enquanto mais de dez figuras escatológicas batem com barras de ferro e aplicam choques em alguém sem qualquer possibilidade de defesa. É isso que esses escroques chamam de “valentia”!

O “valente”, que passeava sem máscara e chamou a Covid-19 de “gripezinha”, receitando cloroquina como um verdadeiro charlatão, age como um moleque que não tem coragem de assumir sua responsabilidade pelas mortes de mais de cem mil compatriotas!

Pensa que vai se aproveitar do isolamento, mas ninguém está de bobeira, tanto que a maioria está usando máscara nas ruas. Não perde por esperar, pois voltaremos às ruas em imensas manifestações. Ainda temos eleições neste ano, quando poderemos expressar toda nossa indignação. Assim aconteceu na ditadura militar, em meio às prisões, perseguições políticas, mortes sob tortura e desaparecimentos de corpos, quando o moderado partido de oposição ao regime foi vencedor, em 1974.

Bolsonaro não é o único, de fato e de direito. Mas, sem dúvida, é o maior responsável pelas mais de cem mil mortes pela Covid-19 no Brasil.

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