Não existe um único jeito de ser mulher, somos diversas com múltiplas identidades e enfrentamentos. Me perceber uma mulher negra, lésbica e gorda foi um longo caminho para conseguir entender as múltiplas vivências e opressões que carrego comigo. 

Compartilho aqui com vocês algumas intelectuais e ativistas que me ajudaram nesse processo e me trazem esperança para enfrentar os dias atuais!

1- Lélia Gonzalez

Foto: Acervo Lelia Gonzalez

Lélia Gonzalez foi uma importante intelectual negra brasileira, integrante do Movimento Negro Unificado, professora e ativista política. Ela analisava a situação, principalmente das mulheres negras, na sociedade brasileira. Um dos trabalhos da Lélia que mudou a minha vida para sempre, foi o artigo “Racismo e Sexismo Na Cultura Brasileira”. Vale muito a pena conferir.

2- Audre Lorde

Foto: Divulgação

Audrey Geraldine Lorde, conhecida como Audre Lorde, foi uma intelectual negra e lésbica caribenha-americana. Em seu trabalho, Audre trazia as múltiplas opressões que corpos negros e LGBTQIAP+ enfrentavam, além de ter sido uma poeta incrível. O seu texto “ A transformação do silêncio em linguagem e ação” foi um dos trabalhos dela que mais mudou a minha perspectiva de vida em relação a minha identidade enquanto mulher negra e lésbica. Audre é até hoje um dos meus oráculos que sempre procuro em vários momentos da vida.

3- Jaqueline Gomes de Jesus

Foto via Jaqueline Gomes de Jesus

Jaqueline Gomes de Jesus é professora psicologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Psicóloga, Mestra em Psicologia e Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília (UNB). Em 2017, recebeu a Medalha Chiquinha Gonzaga concedida pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, indicada pela vereadora Marielle Franco. Aprendo muito com a Jaqueline acompanhando suas postagens no Instagram!

4 – Alice Pataxó

Foto: Rayhatã Pataxó

Alice Pataxó é da Aldeia Craveiro- Porto Seguro, ativista, palestrante, comunicadora indígena, jornalista do Projeto #Colabora  e apresentadora do canal Nuhé. Em suas redes, Alice aborda as questões dos povos indígenas e sexualidade.

Essas são algumas mulheres que me inspiram e me dão força diariamente. Não podemos esquecer a importância do dia 8 de Março, marcado pela luta por direitos das mulheres. Comenta aqui outros nomes que inspiram vocês, até a próxima! Seguimos.

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