Por Yasmin Lara – Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube

24 de junho, o dia que o futebol comemora a vida de Lionel Messi. 

Nascido em Rosário, na Argentina, Messi começou no futebol aos sete anos e logo se destacou nas categorias de base do Newell’s Old Boys. Seu talento era inquestionável, mas, aos 11 anos, ele foi diagnosticado com uma deficiência do hormônio do crescimento, e o clube argentino se recusou a arcar com os custos do tratamento. Felizmente, pouco tempo depois, olheiros do Barcelona o descobriram; aos 13 anos, o clube espanhol concordou em pagar o tratamento médico, dando início a uma das maiores e mais vitoriosas carreiras da história do futebol.

O primeiro contrato entre Messi e Barcelona foi escrito em um guardanapo (Foto: Reprodução/Horacio Gaggioli)

Pelo Barcelona, ele estreou com apenas 17 anos e, na época, tornou-se o jogador mais jovem a marcar um gol na La Liga. Desde então, Lionel Messi conquistou 35 títulos com a camisa do clube catalão, incluindo quatro taças da Champions League e três Mundiais de Clubes, além de receber seis de suas oito Bolas de Ouro no período e se consagrar o maior artilheiro da história do campeonato espanhol, com 474 gols.

Após sua saída do clube espanhol em 2021, Messi passou pelo Paris Saint-Germain (PSG), onde faturou mais três títulos e conquistou sua sétima Bola de Ouro. Em 2023, transferiu-se para o Inter Miami, nos Estados Unidos. Pelo clube norte-americano, ele adicionou quatro troféus à sua coleção e garantiu sua oitava Bola de Ouro. Com isso, consolidou-se como o jogador mais vitorioso da história do futebol, alcançando a marca impressionante de 46 títulos na carreira.

Seleção da Argentina

Aos 38 anos, o craque soma duas décadas defendendo as cores da Argentina. Sua estreia em Copas do Mundo ocorreu em 2006, contra a equipe de Sérvia e Montenegro, partida na qual saiu do banco para dar uma assistência e fechar a goleada por 6 a 0 ainda na fase de grupos. Antes disso, o atleta já havia conquistado o Mundial Sub-20 em 2005 e, em 2008, garantiu a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim. No entanto, o topo do futebol mundial ainda parecia distante.

Em 2014, a Argentina bateu na trave ao perder a final da Copa do Mundo para a Alemanha no Maracanã, dando início ao período mais desafiador de Messi na seleção. Nos anos seguintes, em 2015 e 2016, a equipe amargou dois vice-campeonatos consecutivos da Copa América contra o Chile.

Diante da enorme pressão e das cobranças, o capitão chegou a anunciar sua aposentadoria da equipe nacional: “A seleção acabou para mim. Não é para mim. Eu tentei, era o que eu mais desejava, e não deu”. No entanto, a decisão do jogador durou apenas dois meses. 

O título da seleção não veio na Copa do Mundo de 2018, e nem na Copa América de 2019, mas isso não foi motivo para desanimar. No ano de 2021, depois de anos em jejum de títulos, a Argentina venceu o Brasil, e o capitão levantou a taça da Copa América. 

Campeão do Mundo

Embora tenha conquistado a Copa América, o título da Copa do Mundo ainda era o grande objetivo de Messi.

Em 2022, no Catar, logo na estreia contra a Arábia Saudita, o craque abriu o placar, mas a Argentina acabou surpreendida pela virada dos sauditas. Apesar do tropeço inicial, a seleção se reergueu ao longo da competição e avançou até a grande final contra a França.

Em uma partida considerada por muitos como a melhor final da história do futebol mundial, Messi marcou dois gols no empate eletrizante por 3 a 3, que se estendeu até a prorrogação. Na disputa por pênaltis, o camisa 10 assumiu a responsabilidade e converteu a primeira cobrança, abrindo caminho para a vitória argentina por 4 a 2. Assim, Messi finalmente ergueu a taça mais importante de sua carreira.

O craque encerrou o torneio com sete gols e três assistências, tornando-se o único jogador na história do futebol a balançar as redes em todas as fases de uma mesma edição de Copa do Mundo: fase de grupos, oitavas de final, quartas de final, semifinal e final.

Foto: Reprodução/Instagram

Bicampeão da Copa América

Depois de conquistar o seu maior objetivo com a seleção argentina, em 2024, nos Estados Unidos, Lionel Messi garantiu mais um título ao seu país: o bicampeonato consecutivo da Copa América, vencido contra a Colômbia. Com isso, Messi se consolidou como o jogador que mais disputou a competição na história, totalizando 39 jogos.

A última dança

Com 39 anos, Messi já provou que quem nasce com o dom sempre encontra um jeito de aperfeiçoar a sua história, não importa a idade. Ao entrar em campo pela Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, o craque quebrou mais um recorde histórico: tornou-se o primeiro jogador a disputar seis edições do torneio.

Até o momento, os hermanos venceram as duas partidas da fase de grupos, aplicando 3 a 0 na Argélia e 2 a 0 na Áustria. Todos os cinco gols argentinos foram marcados por Lionel Messi, o que o isola na artilharia da competição.

Com esse desempenho, o camisa 10 se transformou no maior artilheiro da história das Copas do Mundo com 18 gols, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, que tem 16, e Marta, com 17. Ele também assumiu o topo como o atleta com mais vitórias na competição (18 triunfos contra 17 de Klose), maior número de participações diretas em gols (26 ao todo) e recordista de partidas disputadas, somando 28 jogos.

Além de buscar o bicampeonato mundial consecutivo como capitão, o craque ainda pode quebrar o recorde de mais gols em uma única edição, que pertence ao francês Just Fontaine, com 13 gols na Copa de 1958. Outro marco possível é balançar as redes em todos os jogos da edição, feito alcançado pelo brasileiro Jairzinho em 1970. Caso conquiste a Copa de 2026, o camisa 10 chegará ao seu 49° título na carreira.

Próximos passos

A seleção argentina já está classificada para a segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Graças à vitória da Argélia por 2 a 1 sobre a Jordânia, os sul-americanos garantiram antecipadamente o primeiro lugar do Grupo J.

Para fechar a sua participação na fase de grupos, a Argentina retorna a campo contra a Jordânia no dia 27 de junho, às 23h (horário de Brasília).