A importância e o estímulo do uso de ferramentas acessíveis no centro do debate 

Taiobas é uma coletiva sonora experimental e orgânica que busca a união de corpos, batuques e harmonias. Utilizando a arte como campo de batalha e fortalecimento. Criada no final de 2015, na cidade de Matinhos no litoral do Paraná, o nome faz referência a uma planta do grupo da PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Segundo a coletiva, a Taioba é uma demonstração de resistência, por possuir uma grande potência nutritiva ou tóxica, se não houver sabedoria em seu uso.  

Em 2018 a coletiva Taiobas foi convidada pela produtora Haver Filmes (@haverfilmes) para produzir a trilha sonora do documentário Mães do Derick. O documentário acompanha a trajetória de 4 mães Thammy, Bruna, Chiva e Ana, que criam juntas o filho. O filme mostra um fragmento desta família que constrói com as próprias mãos seu lugar no mundo. Essa parceria resultou no EP Resistência e Cura, que conta com 5 músicas e 3 videoclipes que fazem parte do documentário musical. 

Agora Taiobas lança a trilogia desses clipes, começando pela faixa título. A coletiva conta que a música foi a primeira composição em grupo. Quando as integrantes Bruna, Janaina e Marina Chiva foram convidadas a trazer a cultura popular para dentro da banda através da percussão e da força feminina. Segundo elas, a música é sobre não esquecer suas origens. Sobre ser mulher, carregar os rituais e resgatar suas ancestralidades.

Inspiradas no livro Bruxas, Parteiras e Enfermeiras – uma história das curandeiras de Barbara Ehrenreich e Deirdre English, a música é uma homenagem às mulheres que ainda resistem e as muitas que foram mortas no maior feminicídio da história: a Inquisição, que arrancou as medicinas e curas que estavam a serviço da população, durando mais de quatro séculos, permanecendo até hoje enraizado e mantido pela estrutura cis-hetero-patriarcal.

O grupo conta com mais dois futuros lançamentos, Empodera Todas e Desakuenda. A primeira é uma música autobiográfica e conta um pouco da história e vida da compositora Thammy TK12. Transforma lembranças ruins em um convite para refletir sobre as mudanças sociais. A coletiva conta que o clipe tendo como inspiração Marielle Franco. Na música Desakuenda a coletiva traz reflexões sobre a visibilidade lésbica e LGBTQI. Desakuenda é uma palavra que faz parte do dialeto Pajubá, falado pela comunidade queer, significa algo como sair do armário, sair dessa, cair fora, esquecer. É uma maneira afrontosa e humorada de lidar com o preconceito, a intolerância e a busca pelos direitos de ser você mesma.

Todos os clipes contam com audiodescrição e tradução em Libras, pois fazem parte do documentário. Segundo a instrução normativa (IN) nº 116 da Ancine, publicada em dezembro de 2014, que garante a inclusão de recursos de acessibilidade nas cópias das obras audiovisuais fomentadas com recursos públicos. Vem de encontro com os alinhamentos da coletiva, que busca sempre utilizar linguagens que se comuniquem com todas as camadas sociais. A partir disso, escolheram deixar esse recurso na versão oficial dos videoclipes.

Toda a trilogia estará disponível com acessibilidade, garantindo o alcance ao máximo de pessoas, quebrando a barreira da exclusão e assegurando o acesso a informação, arte e cultura. Trazendo para o centro do debate a importância e estímulo do uso de ferramentas que garantam a acessibilidade.  

Ficha técnica @taiobasrc
Thammy TK12 (@thammytk12) – vocalista
Marina Chiva (@chivmarin) – percussão e backing vocal
Bruna Janaína (@janainabru) – percussão
Tainá Reis (@.reiss) – percussão
Lucas Egg – bateria
Tarcísio Rodrigues (@rmrtarcisio) – flauta
Nayla Sibelli (@naylagvdkvx) – baixo
Lauri Eduardo – guitarra
Neto @netotimm – técnico de som

Ficha técnica @maesdoderickfilme

Direção: Dê Kelm @d.kelmsoares
Roteiro: Dê Kelm e Jessica Candal @jessicacandalsato
Música: Taiobas @taiobasrc
Produção: Haver Filmes @haverfilmes

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