Entre os dias 4 e 7 de fevereiro, São Gabriel da Cachoeira (AM), um dos municípios com maior diversidade indígena do país, recebe a etapa presencial da Rede de Formação em Cultura Digital – LABIC Amazonas. A iniciativa integra os Laboratórios de Inovação Cidadã (LabIC) e aposta na cultura digital como ferramenta de fortalecimento comunitário, defesa dos territórios e ampliação de direitos.

A formação reunirá 30 projetos selecionados de coletivos, organizações e iniciativas locais que atuam em áreas como culturas indígenas, comunicação comunitária, tecnologias abertas, ações culturais, diversidade, meio ambiente, economia solidária e formação livre. A ação acontece de forma presencial na sede da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e no Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

Durante os quatro dias de atividades, os projetos selecionados participam de oficinas, mentorias, rodas de conversa e dinâmicas de prototipagem, em uma metodologia baseada no “aprender fazendo” e na troca entre diferentes saberes e experiências. Além da etapa presencial, o LABIC prevê um encontro online preparatório e um período de acompanhamento pós-formação, garantindo continuidade às iniciativas desenvolvidas.

Ao acontecer em São Gabriel da Cachoeira, o LABIC Amazonas reafirma a centralidade dos povos indígenas na produção de conhecimento, tecnologia e cultura, fortalecendo redes locais e ampliando a visibilidade de iniciativas que já transformam seus territórios a partir da colaboração e do bem comum.

Cada projeto selecionado recebe um apoio financeiro de R$ 1.000, além de certificação emitida pela UFRJ para os participantes que cumprirem a carga mínima de atividades e apresentarem os resultados do processo formativo.

A ação é realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio da Pró-Reitoria de Extensão, em parceria com o Ministério da Cultura, a FOIRN, o IFAM, o Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ e a Mídia NINJA. O LABIC Amazonas tem como foco apoiar processos de inovação cidadã, entendida como a construção de soluções coletivas, colaborativas e enraizadas nos territórios, combinando tecnologias digitais, sociais e ancestrais.