Foto: Ricardo Stuckert

Muita controvérsia há em relação à Amazônia. Chamada de pulmão do mundo, e, uma das provedoras do “rio voador “, responsável pelo ciclo das chuvas, a região, com sua imensa floresta e sua biodiversidade é, de fato, patrimônio da humanidade.

Contudo, parte de todo esse potencial está num território nacional, no caso, no Brasil. Isso significa que a questão da soberania nacional está na pauta. O que suscita a questão sobre até onde uma nação, no exercício de sua soberania, pode afetar todo o planeta. É claro que todas as nações têm sobre si esse peso, mas uma nação que detém o pulmão do mundo o tem em maior densidade.

Muito debate tem havido em nosso país sobre a extensão da nossa soberania sobre a Amazônia e as demais florestas que abrigamos, em relação a quanto podemos, ainda, explorar, principalmente, frente a expansão da nossa fronteira agrícola. Desse debate participam cientistas, economistas, agricultores, ONGs, políticos e, sem dúvida, toda a sociedade deve participar.

O Brasil tem se assumido como exportador de “commodities”. A escolha por “commodities” tende à monocultura, que, por definição, empobrece o solo, o que pede por mais espaço.

A mais grave tentativa de expansão irresponsável da fronteira agrícola foi a aprovação, no passado, por parte do Congresso Nacional, do novo código florestal que, graças a Deus, foi em parte vetado pelo governo popular. Esse movimento explica a luta sanguinária que está sendo travada no país, agora, agravada pela chamada MP da grilagem. A questão em pauta é quanto desmatamento ainda é possível.

Nessa luta está também a Igreja, e deve estar como profeta para lembrar ao Brasil de sua responsabilidade do mundo.

Nenhum desmatamento deve ser permitido, já há suficiente espaço para a fronteira agropecuária, além do que, esse modelo precisa ser revisto, porque além da monocultura, usa excessivamente agrotóxicos. É preciso engajamento para que toda nação veja que está em jogo um exercício responsável da soberania.

A Amazônia é o território da angústia do mundo, e é, portanto, a maior responsabilidade do Brasil.

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