Recordes e outras curiosidades sobre os indicados ao Oscar 2026
A premiação chega à sua 98ª edição com uma nova categoria e diversos recordes entre os indicados.
Por Pedro Antunes

A cerimônia de premiação do Oscar 2026 está chegando e esse ano, quando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os indicados, filmes e atores quebraram alguns recordes. O principal, claro, é “Pecadores” (2025), de Ryan Coogler, que recebeu 16 indicações, com a criação da categoria de Melhor Direção de Elenco. Os recordistas anteriores eram “La La Land” (2016), de Damien Chazelle, “Titanic” (1997), de James Cameron e “A Malvada” (1950), de Joseph L. Mankiewicz, todos com 14 indicações.
Além dos filmes, vários profissionais também quebraram ou estabeleceram recordes esse ano. Emma Stone, por exemplo, se tornou a atriz mais jovem – aos 37 anos – a receber três indicações na categoria de Melhor Atriz (ela concorreu à estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” (2014), de
Alejandro González Iñárritu, e já tem dois Oscars no currículo, por “La La Land” (2016) e “Pobres Criaturas” (2023), de Yorgos Lanthimos.
E por falar em mais jovem, Timothée Chalamet, que concorre a Melhor Ator por “Marty Supreme” (2025), de Josh Safdie, é o ator mais novo a receber três indicações na categoria. As anteriores foram por “Me Chame pelo Seu Nome” (2017), de Luca Guadagnino e “Um Completo Desconhecido” (2024), de James Mangold. Até então, o recorde era de Marlon Brando que, aos 30 anos, já havia sido indicado por “Um Bonde Chamado Desejo” (1951), de Elia Kazan, “Viva Zapata!” (1952), também de Elia Kazan e “Júlio César” (1953), de Joseph L. Mankiewicz.

Duas atrizes receberam suas segundas indicações em 2026 e, no caso delas, o recorde é pelo intervalo entre as nomeações. Kate Hudson concorre na categoria de Melhor Atriz por “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” (2025), de Craig Brewer. A atriz foi indicada pela primeira vez há 25 anos, por sua atuação em “Quase Famosos” (2000), de Cameron Crowe. Já na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, Amy Madigan concorre por “A Hora do Mal” (2025), de Zach Cregger. Sua primeira indicação aconteceu há 40 anos, pela performance em “Duas Vezes na Vida” (1985), de Bud Yorkin.
E para encerrar, temos a compositora Diane Warren, com um recorde um tanto triste. Esse ano, ela disputa a categoria de Melhor Canção Original com “Dear Me”, do documentário “Diane Warren: Relentless” (2024), de Bess Kargman. Essa é a sua 17ª indicação e até então ela nunca ganhou o prêmio.
A 98ª edição do Oscar acontece no domingo, dia 15 de março, com transmissão pela TNT e HBO Max a partir das 18h30, e na Globo depois do Fantástico.