Entre o cinema e a publicidade, o carisma de Tânia Maria merece uma estatueta
Com destaque em festivais e premiações, Tânia Maria se torna presença marcante no cinema brasileiro e nas campanhas que celebram o longa.
Por Amanda Martins

Se existisse no Oscar a categoria de Melhor Carisma, certamente a estatueta seria da atriz Tânia Maria. A Dona Sebastiana de ‘O Agente Secreto’, que vem esbanjando simpatia dentro e fora das telas, também têm se tornado protagonista de diversas ações publicitárias que orbitam a campanha do longa, com marcas como Heineken, Burger King e Ala.
Mas o que a publicidade e o cinema têm em comum? Aquilo que faz os olhos brilharem diante de uma tela, seja ela a do cinema, da TV ou do celular e que transforma histórias em experiências capazes de mobilizar o público.

A Heineken lançou uma iniciativa criada pela LePub São Paulo que recriou o brinde presente em uma das cenas do filme. A campanha teve início com a atriz colocando cervejas para gelar antes da cerimônia e terminou, no dia da premiação, com um brinde ao cinema brasileiro e à trajetória do longa em festivais internacionais.
O Burger King também aproveitou o momento com campanhas criadas pela AlmapBBDO. Em uma delas, a atriz aparece em um quarto de hotel comendo um combo Whopper enquanto, ao fundo, um programa de TV comenta a premiação e a expectativa em torno do Globo de Ouro. Após as indicações ao Oscar, a rede também incentivou a torcida brasileira e passou a oferecer a troca de pontos do Clube BK por ingressos de cinema, em parceria com a Cinépolis Brasil.
A atriz também protagoniza a campanha “A Essência Secreta”, da marca nordestina Ala, que promoveu seu primeiro encontro com o cantor João Gomes em uma homenagem à cultura do Nordeste. Desenvolvida pela Live the Agency em parceria com a Rastro, a iniciativa marca o início de um conceito que deve orientar as ações da marca ao longo de 2026, com ativações previstas para datas como o Carnaval e o São João.
Vivemos em plena ascensão da era digital e seria estranho não utilizá-la como uma ferramenta para amplificar histórias que realmente importam. Desde o ano passado, quando a atriz Fernanda Torres foi indicada a diversas premiações internacionais por ‘Ainda Estou Aqui’, acompanhamos um movimento interessante: tudo o que surgia no Brasil ou no exterior envolvendo o filme ou a atriz rapidamente ganhou repercussão por aqui. Cada menção, fosse em notícias, posts, comentários ou campanhas publicitárias, encontrava no Brasil um engajamento fora da curva, disposto a ampliar essa conversa. Nas redes sociais e na audiência das premiações, vimos como o público brasileiro tem a força de transformar esses momentos em uma grande corrente de apoio, repercussão e celebração coletiva.

“Virar boneco de Olinda, isso sim é consagração”, diz Fernanda Torres
Mas não é apenas o sucesso que leva marcas a se aproximarem dessas histórias, e sim as mensagens que elas carregam. No caso de Tânia Maria, existem várias camadas: a autenticidade de uma potiguar de 78 anos, ex-costureira, descoberta quase por acaso durante as filmagens de Bacurau. Hoje, ela atravessa tapetes vermelhos com a mesma naturalidade com que construiu sua trajetória, uma vida transformada pela arte e pela força de ser exatamente quem é.
“Ainda não caiu a ficha que sou famosa”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil. “Quando eu chego no aeroporto, todo mundo me conhece”.
Entre campanhas publicitárias, premiações e o carinho do público, Tânia Maria se torna mais do que um rosto em destaque no momento do cinema. Ela simboliza como boas histórias, dentro ou fora das telas, continuam sendo capazes de mobilizar marcas, público e cultura ao mesmo tempo.
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Texto produzido em colaboração a partir da Comunidade Cine NINJA. Seu conteúdo não expressa, necessariamente, a opinião oficial da Cine NINJA ou Mídia NINJA.