Arte na festa: utopia, resistência e anunciação do futuro

O Navio Pirata do Baiana System entra na Avenida movendo um mar de gente na direção de uma utopia e horizonte

A festa é um território inventado. Uma suspensão no tempo para imaginação de outros sensíveis. Uma pausa. Um respiro para que vida se manifeste além do que se é. A encarnação da vida como desejo e o desejo nos levando adiante.

É assim que o Navio Pirata do Baiana System entra na Avenida, movendo um mar de gente na direção de uma utopia e horizonte.

O Navio Pirata faz da sua passagem uma plataforma de anunciação. Se a Justiça é cega, contra atacar. Ninguém fica inerte. Os corpos e seus movimentos com o outro. Tire as construções de minha praia, não consigo respirar. Especulação imobiliária e o petróleo em alto mar. As meninas que também não conseguem respirar ali estão abraçadas assim como as crianças.

O fim da escala 6×1 ganha voz com Vandal no momento mais importante do desfile, a entrada na Praça 2 de Julho. Itaparica. Marias Felipas. Sulamericanas. Amefricanas Ladinas. Leia Lélia. Não há dúvida sobre o que precisa ser dito. Sem Anistia.

A rua, a roda, o mundo dá voltas, a gira girando sem medo porque os cuidados são o horizonte comum. Fim do medo diria jamex. É preciso (des)pensar a cidade, não é mesmo, augusto leal?

Pandeiro, cavaco, samba de prato, atabaque, cuica, flow retirante high tech e a palavra força motriz dessa afrosinfonia suingada do nosso Brasil que ecoa, ecoa, ecoa…

O futuro não demora e o balacobaco é aqui e agora.

Nossa arte e cultura em primeiro lugar.

Salve, salve!