As competições acontecem desde 1980, mas só agora o esporte está ganhando alcance nacional

Seleção brasileira de GoalBall, com 6 atletas homens, aparece ao fundo da imagem, em uma fila indiana, cada um segurando no ombro do outro para caminharem com segurança. Os 3 últimos acenam com uma das mãos para o alto.

Foto: Matsui Mikihito/CPB (imagem com texto alternativo).

Por Patricia Allerberger

Pela primeira vez, desde sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Arnhem, em 1980, o goalball está sendo transmitido ao vivo na TV, pelo canal pago Sportv. Como é um esporte novo para a maioria dos espectadores, seguem algumas informações para entender a modalidade.

O que é

O goalball, ou golbol para a escrita brasileira, é uma modalidade exclusivamente paralímpica criada pelo austríaco Hanz Lorenzen e o alemão Sep Reindle para pessoas com deficiência visual. O jogo tem o objetivo de arremessar a bola pelo chão e acertar no gol adversário. Com todos os atletas vendados, a percepção da posição da bola é feita por meio do tato e audição dos jogadores. A bola possui guizos para fazer barulho e auxiliar o time.

Regras

  • O jogo acontece em dois tempos de 12 minutos com 3 de intervalo.
  • Vence a partida a equipe que marcar o maior número de gols;
  • Ao final, se o jogo permanecer empatado, joga-se uma prorrogação de mais seis minutos, divididas em dois tempos de 3 minutos. Caso o placar permaneça o mesmo haverá arremessos livres até o desempate;
  • Caso uma das equipes marque mais de 10 gols de diferença em relação a outra, a partida é encerrada;
  • A classificação de cada jogador deve ser feita segundo o grau de deficiência;
  • O arremesso das bolas deve ser feito de forma rasteira, sempre tocando nas áreas determinadas, para que o lance seja válido;
  • Durante o jogo podem ser feitas quatro substituições, sendo que a primeira, necessariamente, deve ser feita no primeiro tempo. Caso ela não ocorra, o número cai para três;
  • As partidas devem acontecer com a quadra em silêncio para orientação dos jogadores;
  • As partidas devem ser supervisionadas por dois árbitros, dois cronometristas, dois anotadores e quatro juízes de linha.
Foto das jogadoras Ana Gabrielly e Jéssica Vitorino, uma mulher branca e loira e outra mulher negra, durante partida de golbol. Elas vestem o uniforme azul da seleção brasileira. A jogadora branca está com uma bola azul nas mãos e a outra jogadora segura a bola com sua mão esquerda.

Jogo da seleção feminina brasileira contra a Turquia nos Jogos de Tóquio. Foto: Ale Cabral/CPB. (Imagem com texto alternativo).

Time

Os times são compostos por três jogadores (mais três reservas), ala direita, ala esquerda e pivô; que, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores.

Quadra

A quadra tem as mesmas dimensões de uma quadra de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento), com gol de 9m de largura e 1,30m de altura.e linhas táteis para orientação dos jogadores.

Bola

A bola tem 76 cm de diâmetro, 1,25kg e um guizo.

Classificação

A classificação é feita pelo grau de deficiência:

B1 – cegos totais ou com percepção de luz, mas sem reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância.

B2 – atletas com percepção de vultos.

B3 – atletas que conseguem definir imagens.

Foto de uma partida de golbol fotografada por trás de uma das redes do gol. Ao fundo, um jogador se prepara para jogar a bola azul contra o gol.

Foto: Matsui Mikihito/CPB. (Imagem com texto alternativo).

Durante as partidas, os atletas usam um venda nos olhos para assegurar igualdade de condições.

As competições de goalball nas Paralimpíadas de Tóquio 2020 já começaram. A seleção brasileira masculina derrotou a seleção lituana por 11 a 2 e a feminina perdeu de 6 a 4 para as americanas, e 8 a 4 para as turcas.

Fonte deste texto: CPB e portal Escola Educação

Texto produzido em cobertura colaborativa para a NINJA Esporte Clube

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