Foto: Getty Images

Gwen Berry, atleta do lançamento de martelo dos Estados Unidos, deu as costas à bandeira norte-americana na cerimônia de medalhas da seletiva olímpica do país.

Gwen foi suspensa por 12 meses pelo Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos por ter erguido o pinho durante os jogos Pan-americanos de 2019, no Peru.

O Comitê Olímpico norte-americano afirmou em março que os atletas que competem nas suas seletivas podem protestar, inclusive se ajoelhando e erguendo o punho no pódio ou na linha de partida durante o hino nacional.

Quando o hino dos EUA começou a tocar, a atleta, colocou a mão esquerda no quadril e se virou para as arquibancadas e tirou uma camiseta com as palavras “atleta ativista” na parte da frente para cobrir sua cabeça.

Berry terminou em terceiro lugar para se classificar pela segunda vez à equipe olímpica e relatou, “Sinto que foi uma armadilha. Sinto que fizeram de propósito.”

“Eles tiveram oportunidades suficientes para tocar o hino nacional antes que subíssemos lá. Eu estava pensando sobre o que eu deveria fazer. Acabei ficando lá e balancei, coloquei minha camiseta sobre a minha cabeça. Foi muito desrespeitoso.”

“Não foi exatamente uma mensagem. Eu não queria estar lá em cima. Como eu disse, foi uma armadilha. Estava quente, eu estava pronta para tirar as minhas fotos e ficar na sombra.”

A Federação de Atletismo disse que o hino foi tocado todos os dias durante as seletivas de acordo com um cronograma que havia sido publicado.

A atleta disse que sua missão era maior que o esporte e que “ser capaz de representar minha comunidade e meu povo, e aqueles que morreram nas mãos da brutalidade policial, aqueles que morreram pelo racismo sistêmico.”

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