Irmãs maranhenses estão entre as 10 atletas do rugby brasileiro que estreiam em Olimpíadas este ano

As gêmeas Thalia e Thalita Costa combinam força e velocidade extra ao time de rugby sevens do Brasil, as Yaras. (Foto de Rafael Bello/COB)

Por Gisele Amaral

Quando Thalia Costa decidiu trocar o atletismo pelo rugby, logo ela tentou convencer a irmã Thalita a conhecer o jogo, a gêmea mais velha por dois minutos no nascimento. Foi um caso de paixão à primeira vista pelo esporte que costuma ser confundido com o futebol americano. A irmã mais nova confessa que só caiu de amores pela modalidade na terceira partida.

Hoje as duas estão na cidade japonesa de Nagato, base das Yaras – como o time feminino de rugby sevens do Brasil é conhecido – já nos últimos preparativos para a estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no dia 28. A primeira partida do grupo será contra a seleção do Canadá, às 21h30 – horário de Brasília.

Como tudo começou

Nascidas em São Luís, capital do Maranhão, as irmãs de 24 anos não tiveram dificuldade para brilhar no rugby, apesar da cidade estar distante dos grandes centros econômicos e esportivos do Brasil. Depois de impressionar Carlos Marvel, treinador do time Delta (PI), ao competir num campeonato de Beach Rugby, Thalia se mudou para Teresina, cidade com mais tradição no esporte. Jogando pela equipe piauiense em torneios nacionais, logo a gêmea mais velha entrou no radar das Yaras e conquistou uma vaga na seleção em meados de 2018.

Assim como no nascimento, Thalita chegou mais tarde, a gêmea mais nova seguiu para o Delta seis meses depois da irmã, demorando mais alguns meses para também chegar às Yaras. Hoje as gêmeas são ponta no time e impressionam nas competições por características completamente diferentes, mas complementares no rugby.

Destaque mundial

Enquanto Thalita se mostra uma jogadora de força, Thalia impressiona pela leveza e velocidade fora do comum que imprime em seus ataques. Não por acaso ela foi escolhida a jogadora mais rápida do circuito mundial feminino em votação popular promovida pela World Rugby (WE), a entidade mundial da modalidade, no ano passado. A conquista da atleta veio com um try – a jogada que alcança o maior número de pontos no rugby – em que a ponta chegou a inacreditáveis 31 km/h numa partida contra o Canadá.

Desafio olímpico

A lista das Yaras conta com 12 jogadoras e duas atletas reservas, sob o comando do técnico Will Boroderick. Elas chegam a Tóquio com um time renovado: 10 delas estreiam nos jogos olímpicos este ano e apenas quatro são remanescentes do time formado para as Olimpíadas do Rio, em 2016, quando o Brasil terminou o torneio em 9º lugar.

Para os jogos no Japão, as Yaras caíram no grupo B, ao lado do Canadá (atual bronze olímpico), França (classificada na repescagem disputada em junho) e Fiji, com jogos iniciais marcados para os dias 28 e 29 de julho. A atual campeã olímpica, Austrália, encabeça o grupo C, ao lado dos Estados Unidos, China e do anfitrião Japão. 

O grupo A conta com Nova Zelândia, campeã do mundo em 2018, mais as seleções do Reino Unido, Quênia e Rússia. Os dois primeiros colocados de cada um dos três grupos e os dois melhores terceiros colocados avançam às quartas de final.

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