O Brasil contou com três representantes, duas mulheres na lutra-livre e um armênio naturalizado brasileiro na modalidade greco-romana

Aline Silva durante sua luta nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Foto: COB

Por Marina Leite para a cobertura colaborativa da NINJA Esporte Clube

Considerado o esporte Olímpico mais antigo, o wrestling é uma pura batalha de habilidade entre dois oponentes com o objetivo de imobilizar ou jogar o rival no chão. É dividido em duas modalidades: Estilo Livre e Greco-Romano.  A modalidade greco-romana integra os Jogos da Era Moderna desde a primeira edição, em 1896 e com exceção dos Jogos Olímpicos Paris 1900 esteve presente em todas as edições da competição.

Oito anos depois, a luta livre foi introduzida nos Jogos de St. Louis 1904. Mas a modalidade feminina se juntou ao programa olímpico só em Atenas em 2004. As diferenças básicas entre o estilo livre e o greco-romano, na luta livre é permitido utilizar e atacar as pernas, enquanto no outro só é permitido usar o tronco, não podendo atacar ou utilizar as pernas para derrubar o adversário.

Sem nenhum equipamento e sem agarrar as roupas, dois atletas tentam pressionar os ombros do oponente contra o tatame. Os lutadores greco-romanos usam apenas a parte superior do corpo e os braços, enquanto os lutadores de estilo livre podem usar qualquer parte do corpo.

 

View this post on Instagram

 

A post shared by LAÍS NUNES (@laiswrestling)


Para todos os eventos, existe um sistema de eliminação direta que eventualmente decide os dois finalistas para a disputa pela medalha de ouro. Todos os lutadores que perdem para um finalista entram na repescagem.

Recentemente as duas brasileiras que ganharam medalhas em maio, no Pan-Americano Sênior de Wrestling 2021, na Guatemala, são as duas que representaram o Brasil no estilo livre, Aline Silva e Lais Nunes.

Aline, de 34 anos, competiu na categoria de até 76 kg. Já conquistou medalha em três edições dos Jogos Pan-Americanos: prata em Lima 2019, bronze em Toronto 2015 e prata em Guadalajara 2011. Além disso, foi ouro nos Jogos Sul-Americanos de Santiago, em 2014, mesmo ano em que foi vice-campeã mundial. Nos Jogos Rio 2016, terminou com a 9ª colocação.

Lais Nunes, de 28 anos, irá competir na categoria de até 62 kg. Com a experiência dos Jogos Rio 2016, em que terminou com a 15ª colocação, Lais Nunes chegou a Tóquio com o ouro no Torneio Kolov e Petrov 2021, disputado na Bulgária. Em 2020, foi prata no Pré Olímpico das Américas e no Pan-Americano. A atleta soma ainda o bronze nos Jogos Mundiais Militares de 2019 e nos Jogos Pan-Americanos de Lima, além do ouro nos Jogos Sul-Americanos de 2018, mesmo ano em que terminou o Mundial em quinto lugar.


Único representante brasileiro do estilo greco-romano de até 130kg, é o armênio naturalizado brasileiro, Eduard Soghomonyan, de 31 anos. O atleta iniciou o processo de naturalização em 2014, passando a competir pelo Brasil em competições internacionais em 2015. Em 2016, foi classificado para os Jogos Rio 2016 após vencer Antoine Jaoude na seletiva. Acumula ouros na Copa Brasil e no Sul-Americano de 2015, e pratas no Troféu de Milão, no Pan-Americano  e no Grand Prix de Paris, todos em 2016. Em 2019, foi prata no Troféu Internacional de Milão, e em 2020 conquistou a prata no Pré-Olímpico.

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Colunista NINJA

Memória, verdade e justiça

FODA

Qual a relação entre a expressão de gênero e a violência no Carnaval?

Márcio Santilli

Guerras e polarização política bloqueiam avanços na conferência do clima

Colunista NINJA

Vitória de Milei: é preciso compor uma nova canção

Márcio Santilli

Ponto de não retorno

Márcio Santilli

Através do Equador

XEPA

Cozinhar ou não cozinhar: eis a questão?!

Mônica Francisco

O Caso Marielle Franco caminha para revelar à sociedade a face do Estado Miliciano

Colunista NINJA

A ‘água boa’ da qual Mato Grosso e Brasil dependem

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Na defesa da vida e no combate ao veneno, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos completa 13 anos

Bella Gonçalves

As periferias no centro do orçamento das cidades

Márcio Santilli

Desintegração latino-americana

Márcio Santilli

É hora de ajustar as políticas indígenas

André Menezes

Mais uma vez Vinicius Jr ficou esperando o cartão vermelho para atitudes racistas de torcedores, e ele não veio

Movimento Sem Terra

O Caso Marielle e a contaminação das instituições do RJ