Mulheres que representam o Brasil nas Olímpiadas têm grandes chances de medalhas

Foto: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

Por Marina Lopes para cobertura colaborativa da NINJA Esporte Clube

“Sou mulher, sou negra, sou da periferia do interior do Brasil e luto boxe.

Esse foi um pronunciamento de Jucielen Romeu, uma das representantes do Brasil no boxe em Tóquio. A boxeadora levou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 2019 e chega no Japão com grandes expectativas para subir no pódio novamente. Jucielen começou a lutar boxe aos 12 anos na periferia de Rio Claro (SP), e além de dar show no ringue, a atleta não tem receio de se posicionar sobre temas como feminismo e racismo. Em 2019, fez uma mudança na carreira e deixou de lutar na categoria até 51 kg e passou para a de 54 kg, no Mundial de 2019 lutou na de 57kg, categoria que que a levou para as Olimpíadas de Tóquio.

Beatriz Ferreira é a atual campeã mundial de boxe na categoria de até 60 kg, ela conquistou duas medalhas de ouro no início deste ano, além do ouro no Pan de Lima. É uma grande aposta para levar a medalha de ouro, já que lidera o ranking na sua categoria. É a primeira atleta da história do Boxe Feminino no Brasil a conquistar a primeira posição e ela nunca participou de um evento multiesportivo global. Durante a pandemia, Bia criou uma mini academia em casa para treinar junto com o pai e ex-lutador Raimundo Ferreira.

Foto: Jonne Roriz / COB

Adriana Araújo foi a primeira mulher brasileira a vencer uma luta olímpica. Natural de Salvador, a baiana conquistou a medalha de bronze nas Olímpiadas de Londres em 2012. Além de ser a pioneira na conquista, ainda colocou fim a um jejum de 44 anos do Brasil sem nenhuma conquista na modalidade.

Estamos ansiosos e torcendo para as duas grandes atletas que nos representarão em Tóquio nas próximas semanas.

Foto: Alexandre Schneider / Divulgação

O tradicional palco de lutas de sumô e que também hospeda um museu dessa modalidade tradicional do Japão, será a casa do boxe nos Jogos Olímpicos, o Ryogoku Kokugikan, conhecido por Ryogoku Sumo Hall. Foi aberta em 1985 e tem o seu interior em formato de tigela, para que os espectadores possam assistir às lutas de qualquer ponto. Até o momento, a arena terá a capacidade de receber 7.300 mil torcedores, durante as competições. Jucielen estreia na próxima sexta-feira (23), às 23h (horário de Brasília), enquanto Bia Ferreira espera até o dia 27, próxima terça, para entrar no ringue.

Foto: Erika van ‘t Veld

Fontes: Capricho, UOL, GE, Olimpíada todo dia e Jornal Extra.

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