O paratleta, nascido em Indaiatuba, carrega vitórias e recordes na classe S14 e já conquistou sua primeira medalha de ouro em Tóquio 2020

Foto de Gabriel Bandeira sorrindo, segurando com a mão esquerda a medalha de ouro e na direita o boneco de pelúcia mascote das paralimpíadas.

Foto: Miriam Jeske/CPB

 

Por Luiza Diniz, Tisbe Sereia e Pedro Ernesto

Se você ainda não ouviu falar de Gabriel Bandeira, fique ligado, porque nos próximos dias esse nome entrará para a história dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Nascido em Indaiatuba, no interior de São Paulo, Gabriel foi criado pela avó Dona Carmem, que foi uma das primeiras incentivadoras da carreira do neto. Aos dez anos de idade, o atleta conhecido como Bill nas redes sociais, iniciou sua história na natação, onde vem esbanjando talento até hoje. Já na adolescência, Bill foi levado para o clube Minas Tênis, em Belo Horizonte, onde treinava com grandes nomes da natação convencional. Desde a infância o esportista apresentava dificuldades no aprendizado escolar e também nos treinos de natação, mas foi somente após a sugestão do seu técnico da época, Antônio Candido, que Gabriel realizou testes específicos confirmando sua deficiência intelectual.

 

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Esse momento foi um divisor de águas na carreira de Gabriel Bandeira, proporcionando que o atleta se classificasse na categoria S14, estreando no Paradesporto em fevereiro de 2020 na equipe paralímpica do Praia Clube em Uberlândia, onde treina atualmente. Em entrevista para o MG1 e Globo Esporte, Bandeira citou a diferença do esporte olímpico:

– Eles não gostam muito de brincadeira”. No paralímpico, Bill se encontrou: “- Me senti muito acolhido” e completa: “- Não é apenas explicar o treino é o jeito de lidar com o atleta.”

Em sua primeira competição internacional, em um campeonato europeu na ilha da Madeira em maio deste ano, foi destaque garantindo novo recorde das Américas e conquistando o lugar mais alto do pódio nas seis provas que nadou, sendo elas 100m borboleta,100m costas,100m peito, 200m medley, 200m livre e no revezamento 4×100 livre misto, as quais também irá competir em Tóquio 2020.

Bill já garantiu sua primeira medalha de ouro na final dos 100m borboleta na manhã desta quarta- feira (25) com direito a recorde paralímpico, com o tempo de 54.76 e tem grandes chances de subir ao pódio em todas as provas que irá competir. Por aqui ficaremos na torcida que o nosso gigante da seleção paralímpica brasileira, traga outras cinco medalhas para casa.

Acompanhe a agenda da disputa de medalhas na natação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, no horário de Brasília:

  • Final dos 200m livre: dia 27/08 às 05:00h;
  • Final do revezamento 4×100 livre misto: dia 28/08 às 05:00h;
  • Final dos 100m peito 29/08 às 05:00h
  • Final dos 200m medley: dia 31/08 às 05:00h;
  • Final dos 100m costas: dia 02/09 às 05:00h.
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