Após disputar duas vezes com o brasileiro Filipe Toledo, o surfista de Maresias acertou backflip na bateria e levou marca histórica ao país; Tatiana Weston-Webb é vice no feminino

Por Danilo Lysei para NINJA Esporte Clube

Foto: WSL / Thiago Diz

Gabriel Medina, 27, venceu nesta terça-feira (14) a World Surf League Finals 2021 e consagrou-se tricampeão mundial do surfe, inédito ao Brasil. Depois de vencer por duas vezes o brasileiro Filipe Toledo, 26, nas ondas da Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), o surfista das praias de Maresias cravou o seu nome entre os maiores nomes do surfe mundial.

A vitória ocorreu após Medina encerrar a segunda e última bateria com backflip (9.03) e fechar com 17,53 sobre a pontuação do companheiro Filipinho. O título do surfista profissional se soma às outras duas conquistas de 2018 e 2014, quando levou pela primeira vez a vitória do esporte em um mundial para o Brasil.

“Conquistei o meu maior objetivo no surfe. Estou chorando agora porque é um mix de emoções. Estou feliz, emocionado. Sou feliz de fazer parte desse time (brasileiro). Eles me puxam e eu puxo o nível deles”, disse em entrevista ao Globo Esporte.

Tatiana Weston-Webb, 25, única brasileira classificada para a final, levou o segundo lugar na disputa feminina e se torna a 3ª brasileira a ser vice-campeã no Mundial de Surfe. A gaúcha e havaiana ficou atrás da norte-americana Carissa Moore, 29, que venceu de virada na bateria final por 16,60 e fechou 2/3 a seu favor.

Prova

Em uma prova marcada por pressão, reviravoltas e até interrupção por tubarão, a maré já estava para as lendas brasileiras do surfe, só bastava saber para quem?

No masculino, Gabriel chegou como líder do ranking e favorito à decisão, só aguardando o vencedor do mata-mata dos outros 4 competidores para o show das baterias finais. Competiam: o atual campeão olímpico Italo Ferreira (BRA), Filipe Toledo (BRA), Conner Coffin (EUA) e Morgan Cibilic (AUS).

No feminino, Tati, 2º lugar no ranking, às costas apenas de Carissa Moore (EUA), passou direto para as semifinais contra Sally Fitzgibbons (AUS). Nas eliminatórias competiam também pelo troféu: Stephanie Gilmore (AUS) e Johanne Defay (FRA).

Entre os homens, Filipinho venceu Italo Ferreira nas semis e foi à “melhor de três” com Medina na final. Na prova, o surfista de maresias fechou a 1ª bateria 16,30 x 15,70 e a 2ª bateria com 17,53 x 16,36, levando o título mundial. Entre as manobras, destaque para a rasgada + aéreo frontside grab do Gabriel na primeira série de ondas que consagrou um nota 9 – maior do dia, e o backflip da vitória. Toledo desenhou uma série de rasgadas numa única onda da bateria 2 e fez ali sua melhor performance.

Já entre as mulheres, Tatiana venceu a australiana Sally Fitzgibbons nas semis e foi às baterias da final com favoritismo. Abriu com vitória de 15,20, a primeira dentre as três baterias, mas perdeu na 2ª por 17,26 x 15,60 e 3ª por 16,60 x 14,20, assumindo o segundo lugar no pódio. Entre as manobras, o backside da brasileira na bateria número 1 merece destaque.

A WSL Finals 2021 teve a definição dos campeões mundiais da temporada, tanto masculino quanto feminino, em um único dia de competição, sendo a disputa feita pelos 5 primeiros dos rankings de cada gênero. A final teve cobertura integral feita pelas redes sociais da WSLBrasil, ao vivo, com apresentação dos brasileiros presentes, vídeos das baterias e explicação das manobras, aos leigos da modalidade.

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Colunista NINJA

Memória, verdade e justiça

FODA

Qual a relação entre a expressão de gênero e a violência no Carnaval?

Márcio Santilli

Guerras e polarização política bloqueiam avanços na conferência do clima

Colunista NINJA

Vitória de Milei: é preciso compor uma nova canção

Márcio Santilli

Ponto de não retorno

Márcio Santilli

Através do Equador

XEPA

Cozinhar ou não cozinhar: eis a questão?!

Mônica Francisco

O Caso Marielle Franco caminha para revelar à sociedade a face do Estado Miliciano

Colunista NINJA

A ‘água boa’ da qual Mato Grosso e Brasil dependem

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Na defesa da vida e no combate ao veneno, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos completa 13 anos

Bella Gonçalves

As periferias no centro do orçamento das cidades

Márcio Santilli

Desintegração latino-americana

Márcio Santilli

É hora de ajustar as políticas indígenas

André Menezes

Mais uma vez Vinicius Jr ficou esperando o cartão vermelho para atitudes racistas de torcedores, e ele não veio

Movimento Sem Terra

O Caso Marielle e a contaminação das instituições do RJ