A Controladoria Geral da União (CGU), que determinou sua demissão imediata, não apenas o afasta do ambiente acadêmico, mas também o impede de exercer funções de confiança no Executivo federal pelos próximos oito anos

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

O ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, foi demitido do cargo de professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp- São Carlos) por faltas injustificadas. A Controladoria Geral da União (CGU), que determinou sua demissão imediata, não apenas o afasta do ambiente acadêmico, mas também o impede de exercer funções de confiança no Executivo federal pelos próximos oito anos.

Weintraub, que ocupava o cargo de professor de ciências contábeis desde 2014, viu seus vencimentos suspensos desde abril de 2023, quando iniciou-se um processo administrativo para investigar suas faltas injustificadas, assim como as de sua esposa, Daniela Weintraub, também docente na Unifesp.

Esta não é a primeira vez que Weintraub se vê envolvido em controvérsias na universidade. Anteriormente, ele foi alvo de investigações por fazer uso não autorizado do logotipo da instituição em consultorias privadas, embora essas acusações tenham sido arquivadas por falta de provas em 2022.

O ex-ministro, conhecido por sua retórica inflamada e posições polarizadoras, deixou o cargo no governo de Jair Bolsonaro após apenas 14 meses, após o surgimento de um vídeo onde ele insultava magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma reunião ministerial.

Desde então, Weintraub rompeu com Bolsonaro, buscando espaço na política de São Paulo. No entanto, suas tentativas de ingressar no cenário político foram infrutíferas, não conseguindo se eleger como deputado federal em 2022.

Agora, em 2024, Weintraub ensaia uma nova empreitada política, buscando uma “pré-candidatura” à Prefeitura de São Paulo. Sua estratégia inclui a tentativa de uma candidatura avulsa, sem filiação partidária, uma medida sem precedentes nas eleições brasileiras que ele pretende judicializar.