O registro simbólico representa um desafio direto ao Acordo de Paris, que visa manter o aumento da temperatura média global abaixo dos 2°C

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Na última sexta-feira (17), o observatório europeu Copernicus anunciou um recorde alarmante na média global de temperatura, atingindo uma variação de 2,07°C acima dos níveis pré-industriais. Esse marco simboliza a primeira vez que a temperatura média global ultrapassa a marca dos 2°C, estabelecida como limite crítico no Acordo de Paris.

Persistência do aquecimento

Os dados revelam que a alta nas temperaturas não foi um evento isolado, persistindo no sábado (18) com uma variação de 2,06°C acima da média pré-industrial. Isso levanta sérias preocupações sobre a constância dessas anomalias térmicas e a proximidade perigosa dos limites acordados internacionalmente.

Desafios do acordo de Paris

O registro simbólico representa um desafio direto ao Acordo de Paris, que visa manter o aumento da temperatura média global abaixo dos 2°C. Embora os números atuais não signifiquem necessariamente a quebra do acordo, eles servem como um alerta urgente para a necessidade de ações imediatas.

Implicações para a COP28

A COP28, cúpula do clima da ONU, assume uma importância crucial diante desse cenário. Marcada para ocorrer entre 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes, a conferência é uma oportunidade vital para líderes mundiais discutirem estratégias concretas para reduzir as emissões de carbono.

Causas e consequências da variação térmica

A variação térmica observada em novembro, normalmente um mês mais frio, está vinculada à oscilação extrema no hemisfério Norte. Eventos como o El Niño podem intensificar essas mudanças climáticas, aumentando a ocorrência de fenômenos extremos, como ondas de calor e eventos catastróficos.

Disparidade entre planos governamentais e necessidade real

Um estudo recente revela uma disparidade preocupante entre os planos governamentais atuais e a necessidade real de limitar o aquecimento global. Projeções indicam que os países podem produzir até 110% mais petróleo, gás e carvão do que seria necessário para manter o aumento da temperatura a 1,5°C, destacando a necessidade urgente de ação para evitar consequências catastróficas.

*Com informações da Folha

Edição: Cley Medeiros

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