O destaque positivo vai para a população ocupada, que atingiu a marca histórica de 100,2 milhões de trabalhadores, ultrapassando os 100 milhões pela primeira vez na série histórica iniciada em 2012

Foto: reprodução/Agência Brasil

No período analisado deste ano, a taxa de desemprego ficou em 7,6%, marcando a menor taxa desde fevereiro de 2015. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destaca que a população desocupada registrou uma queda significativa de 3,1%, totalizando 8,3 milhões de pessoas a menos no trimestre e uma expressiva redução de 8,5% ao longo do ano, configurando o menor contingente desde abril de 2015.

O destaque positivo vai para a população ocupada, que atingiu a marca histórica de 100,2 milhões de trabalhadores, ultrapassando os 100 milhões pela primeira vez na série histórica iniciada em 2012. O crescimento foi de 0,9% no trimestre, representando um aumento de 862 mil trabalhadores, e de 0,5% no ano, com 545 mil novos ocupados.

O nível da ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, registrou um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, atingindo 57,2%. Na comparação anual, permaneceu estável.

A taxa composta de subutilização apresentou uma redução significativa, alcançando 17,5%. Comparada ao trimestre encerrado em julho, a queda foi de 0,3 ponto percentual, e em relação ao mesmo trimestre de 2022, a diminuição foi de 2,0 pontos percentuais, marcando a menor taxa desde dezembro de 2015.

A população fora da força de trabalho permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, enquanto cresceu 2,7% na comparação anual, totalizando 66,6 milhões de pessoas. Por outro lado, a população desalentada apresentou uma queda de 6,0% em relação ao trimestre anterior e de 17,7% no ano, atingindo o menor contingente desde agosto de 2016.

O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada registrou uma redução de 0,2 ponto percentual no trimestre e de 0,6 ponto percentual no ano, ficando em 3,1%.

Os dados referentes ao mercado formal também são animadores, com o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado atingindo 37,6 milhões, representando um aumento de 1,7% no trimestre e de 2,7% no ano, o maior contingente desde junho de 2014.

Em contrapartida, o número de empregados sem carteira no setor privado permaneceu estável no trimestre e no ano, assim como o número de trabalhadores por conta própria (25,6 milhões), trabalhadores domésticos (5,8 milhões), empregadores (4,2 milhões) e empregados no setor público (12,1 milhões).

A taxa de informalidade manteve-se praticamente estável em 39,1% da população ocupada, indicando um contingente de 39,2 milhões de trabalhadores informais.

*Com informações do IBGE