Um mês após o início da Operação Verão na região, a letalidade policial aumentou em 94% no primeiro bimestre deste ano

Foto: Governo SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos e alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, está prestes a enfrentar uma acusação séria perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU. A denúncia, que será apresentada pela Conectas Direitos Humanos e pela Comissão Arns, tem como base a escalada da violência policial na Baixada Santista, no litoral paulista, que já resultou em 39 mortes de civis.

Segundo informações divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo, a queixa será formalizada durante uma reunião do Conselho em Genebra, na Suíça, nesta sexta-feira (8). Tarcísio de Freitas será citado como responsável por promover deliberadamente a violência policial contra pessoas negras e pobres na região.

O governador bolsonarista está atualmente à frente de uma das operações policiais mais letais da história do estado, conhecida como Operação Escudo. A denúncia inclui relatos de execuções sumárias, tortura, prisões arbitrárias e outras violações dos direitos humanos, além da omissão deliberada do uso de câmeras corporais pelos policiais.

Os números alarmantes da violência policial na Baixada Santista corroboram as alegações da denúncia. Um mês após o início da Operação Verão na região, a letalidade policial aumentou em 94% no primeiro bimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023. No total, 134 mortes foram registradas por ação policial, sendo 39 delas apenas em fevereiro, durante a operação no litoral sul paulista.

Essa escalada da violência policial levanta sérias preocupações sobre os direitos humanos e a segurança dos cidadãos na região. A denúncia à ONU busca responsabilizar o governador e suas políticas de segurança pública, exigindo medidas urgentes para proteger a vida e os direitos dos moradores da Baixada Santista.