O Observatório das Causas de Grande Repercussão também está acompanhando as investigações sobre assassinato de Mãe Bernadete, juntamente com o assassinato de seu filho, em 2017

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Três homens foram presos na Bahia por envolvimento na morte da líder quilombola e ialorixá Bernadete Pacífico, ocorrida no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, em 17 de agosto. As prisões foram anunciadas pelo secretário Marcelo Werner durante uma coletiva da Secretaria de Segurança Pública do estado.

Os indivíduos detidos têm diferentes participações no crime, incluindo o executor confessado, o responsável pelo armazenamento das armas utilizadas e alguém acusado de receptação dos celulares roubados durante o homicídio.

As investigações apontaram que os envolvidos fazem parte de um grupo criminoso ativo na região, envolvido com tráfico de drogas e homicídios. O motivo exato do crime ainda não foi confirmado, e as autoridades continuam explorando várias linhas de investigação. A família da vítima vinha enfrentando ameaças nos meses que antecederam o assassinato, embora as razões por trás das ameaças ainda não tenham sido esclarecidas.

A Polícia Civil coletou mais de 60 depoimentos de testemunhas e familiares e utilizou tecnologia e perícias forenses para avançar na investigação. Duas pistolas relacionadas ao crime foram encontradas em uma oficina mecânica na mesma região do quilombo. O Ministério Público e o Poder Judiciário da Bahia desempenharam um papel importante nas investigações.

Familiares anunciaram uma coletiva de imprensa para discutir os últimos desenvolvimentos do caso. O Observatório das Causas de Grande Repercussão também está acompanhando o assassinato de Mãe Bernadete, juntamente com o assassinato de seu filho, em 2017.

A família deixou a comunidade quilombola após o crime e está sob a proteção da Polícia Militar. A morte de Mãe Bernadete gerou comoção e preocupação entre os moradores do Quilombo Pitanga dos Palmares, pois ela era uma figura importante na liderança do território e na Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq).