O ministro Alexandre de Moraes, em resposta, classificou a atitude de Kattwinkel como “patética e medíocre”, acusando-o de propagar discurso de ódio na tribuna do STF

Foto: reprodução/STF

O Partido Solidariedade expulsou o advogado Hery Kattwinkel devido a seus ataques aos ministros do STF e discurso de ódio durante sua defesa de um réu relacionado aos ataques de 8 janeiro. A decisão foi publicada menos de 24 horas depois de Hery, que já foi candidato a deputado estadual pelo partido, e apoiou Tarcísio de Freitas, fez as declarações na tribuna do STF.

Kattwinkel representou Thiago de Assis Mathar, condenado a 14 anos de prisão por diversos crimes relacionados aos eventos.

Durante sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), Kattwinkel negou as acusações contra seu cliente, alegando que Mathar entrou no Palácio do Planalto em busca de proteção. No entanto, o advogado também aproveitou a oportunidade para atacar a Corte e disseminar informações falsas sobre os ministros.

O ministro Alexandre de Moraes, em resposta, classificou a atitude de Kattwinkel como “patética e medíocre”, acusando-o de propagar discurso de ódio na tribuna do STF.

O Solidariedade, partido ao qual o advogado estava filiado, optou por sua expulsão, alegando que suas declarações foram ofensivas e desrespeitosas à instituição do STF. Em uma nota oficial, o partido declarou que a atuação de Kattwinkel se mostrou incompatível com a linha do partido e ressaltou seu compromisso com a democracia e o respeito às instituições públicas brasileiras.

Além disso, durante seu discurso, Kattwinkel cometeu uma gafe literária ao confundir as obras “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, e “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. Sua declaração, “Diz ‘O Pequeno Príncipe’, os fins justificam os meios”, foi corrigida pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou a confusão entre as obras e criticou a postura do advogado.

Sessão com ataques

“Vossas excelências têm que ter a consciências que vossas excelências são pessoas odiadas desse país. Essa é uma realidade que alguém tem que dizer e vossas excelências têm que saber disso”, disse o advogado Sebastião Coelho da Silva.

Sebastião é desembargador aposentado e representante de Aécio Lúcio Costa Pereira, ex-funcionário da Sabesp (companhia de saneamento de São Paulo) preso em flagrante dentro do Congresso pela Polícia do Senado e condenado a 17 anos de prisão por tentativa de golpe e outros quatro crimes.

A ministra presidente do STF, Rosa Weber, respondeu às acusações durante o pronunciamento do voto.