Relatos de moradores da região apontam que a operação foi marcada por um intenso tiroteio e barricadas

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Desde quarta-feira (2), uma operação conjunta realizada no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em dez mortes e cinco pessoas feridas. A ausência de câmeras nos uniformes dos policiais envolvidos chamou a atenção, mesmo após o Governo do Rio ter assinado um decreto no mês passado exigindo a implementação do equipamento nas unidades do Comando de Operações Especiais (Bope).

Segundo informações da Secretaria de Estado de Polícia Militar, uma resolução conjunta com a Secretaria de Estado de Polícia Civil está em fase de elaboração para regulamentar o uso das câmeras corporais pelas forças especiais. O cronograma de implantação do equipamento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável por determinar que agentes das tropas de elite das polícias Civil e Militar devem usar câmeras em suas fardas.

Relatos de moradores da região apontam que a operação foi marcada por um intenso tiroteio e barricadas. Ônibus foram impedidos de circular em algumas vias. Os feridos foram levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, por carros particulares, um mototaxista e um veículo blindado conhecido como “caveirão”.

Enquanto três feridos permanecem internados com estado de saúde estável, um dos policiais foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. A ausência de câmeras no uniforme dos policiais durante a ação repercutiu entre familiares que aguardavam no Hospital Getúlio Vargas em busca de informações sobre os mortos.

*Com informações da Voz das Comunidades e O Globo