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Dólar indo para alturas! A saída de Sergio Moro do governo brasileiro e seu embate com Jair Bolsonaro geraram grande estresse no mercado de câmbio nessa sexta-feira (24), levando o dólar a bater um novo recorde histórico perto de 5,75 reais e acumulando a maior alta semanal em mais de 11 anos.

O dólar à vista subiu 2,54% nesta sexta-feira, a 5,6681 reais na venda, máxima recorde para um encerramento de sessão. É a maior alta desde 18 de março (+3,94%). No pico do dia, a divisa foi a 5,7491 reais, valorização de 4,00%. Na semana, a cotação saltou 8,25%, maior ganho desde a semana finda em 21 de novembro de 2008 (+8,38%), no auge da crise financeira global. Em abril, o dólar ganha 9,12% e salta 41,25% em 2020.

Os vários leilões de câmbio feitos pelo Banco Central neste pregão ajudaram a amenizar a demanda pela moeda, mas ainda assim o dólar fechou em forte alta.

O real liderou as perdas globais pelo segundo pregão seguido e se mantém como a divisa de pior desempenho no ano. Na B3, o dólar futuro subia 2,00%, a 5,6490 reais, às 17h08 desta sexta.

Moro deixou a cadeira de ministro da Justiça na mesma semana em que ficou clara a disputa entre as áreas política e econômica do governo em torno da forma como se dará o processo de retomada do crescimento do país pós a pandemia. Uma semana marcada pela reação do mercado à sinalização para a política monetária e ao recrudescimento da instabilidade política doméstica.