Alguns dos estados que se destacaram no aumento do número de mortes foram o Rio de Janeiro, com 869 mortes, e o Pará, com 529. Rondônia, por outro lado, apresentou o menor número de mortes em confrontos no país, registrando apenas 8 casos

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revelou um crescimento de 225% no número de mortes em confrontos com a polícia em Roraima no ano passado, em comparação com 2022. Este aumento representa o maior índice entre todas as unidades federativas do Brasil, sendo seguido por Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. No entanto, é importante ressaltar que esses estados não lideram em números absolutos de mortes, mas sim na variação percentual.

A Bahia foi o estado com o maior número de mortes em confronto em 2023, totalizando 1.689 casos, um aumento de 15,05% em relação a 2022.

Alguns dos estados que se destacaram no aumento do número de mortes foram o Rio de Janeiro, com 869 mortes, e o Pará, com 529. Rondônia, por outro lado, apresentou o menor número de mortes em confrontos no país, registrando apenas 8 casos.

Na terça-feira (30), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, enviou uma proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tornar obrigatório o uso de câmeras corporais por todas as forças policiais, incluindo polícias militares e guardas municipais. A medida visa reduzir a letalidade policial no país, com o potencial de trazer maior transparência e responsabilização nas operações policiais.

“A ideia que a polícia que mata menos é polícia ineficiente é uma ideia falsa, porque quem pegar os dados do Rio de Janeiro vai constatar que a polícia do Rio de Janeiro, no segundo semestre [pós decreto para implementação de câmeras], teve uma taxa de letalidade menor e a trajetória de homicídios não explodiu”, afirmou Dino durante apresentação dos resultados de sua gestão no MJSP, ocorrida no dia 31 de janeiro.