Lula fez novas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e relacionou diretamente o antecessor a uma tentativa de golpe de Estado no país após as eleições de 2022

Foto: reprodução/Gov.br

Na manhã desta segunda-feira (18), durante sua primeira reunião ministerial do ano no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou a importância da separação entre religião e política no Brasil. Lula destacou que a religião não deve ser “instrumentalizada” por partidos políticos.

Lula reforçou a necessidade de garantir que a fé seja exercida livremente, sem interferência política, e expressou sua preocupação com a manipulação da religião para ganhos políticos. “A religião não deve ser manipulada de maneira vil e baixa como tem sido observado em nosso país”, ressaltou.

Além disso, o chefe do Executivo reiterou o compromisso de seu governo com a defesa da democracia. Ele enfatizou o objetivo de restaurar a normalidade no país e assegurou que este é um compromisso que será cumprido até o final de seu mandato, em 2026.

“Nós vivemos em uma democracia, onde as pessoas não querem falar de liberdade apenas como um conceito distante, mas sim sobre questões práticas do dia a dia, como trabalho, salário, lazer e cultura”, afirmou o presidente.

Ele concluiu ressaltando a importância de proporcionar oportunidades para que as pessoas alcancem uma posição mais elevada na escala social do país, visando a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Ao final de nosso mandato, tenho certeza de que nosso país será mais democrático. As pessoas viverão melhor, terão acesso a uma alimentação adequada, uma educação de qualidade e uma vida digna como cidadãos de primeira classe”, declarou Lula.

Lula fez novas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e relacionou diretamente o antecessor a uma tentativa de golpe de Estado no país após as eleições de 2022. As investigações da Polícia Federal apontam que o Brasil escapou por pouco de vivenciar um regime autoritário.

“Nós hoje temos mais clareza do significado do 8 de janeiro. A gente já sabe o que aconteceu em novembro e dezembro. Por depoimentos de gente que fazia parte do governo dele [Bolsonaro], de gente que foi convidada pelo presidente a fazer um golpe. Hoje nós temos certeza de que este país correu sério risco de ter um golpe em função das eleições de 2022”, afirmou Lula.